terça, 17 de julho de 2018

CONSUMIDOR

Cesta básica fecha o ano com queda de 1,20% na Capital

5 JAN 2011Por NOTÍCIAS MS16h:31

Em pesquisa divulgada hoje (5) a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac) constatou queda de 1,20% no custo da cesta básica alimentar na Capital em dezembro de 2010, comparado com o mês anterior. Em novembro ela custou ao consumidor R$ 241,82, sendo que em dezembro o valor ficou em R$ 238,93.

As variações acumuladas registraram percentuais positivos: os últimos seis meses 5,35% e no corrente ano 19,54%. No mês de dezembro, a pesquisa assinalou que dos 15 produtos que compõem a cesta básica, oito registraram queda. A batata com redução de 14,29%, já o feijão teve queda de 6,82%, enquanto que a carne contou com decréscimo de 3,33%. O sal registrou queda de 2,44%; o arroz, 2,31%; a laranja, 2,04% e o alface, 1,82%. O leite teve leve redução, com 0,55%.

Os produtos que acusaram alta de preço foram o açúcar cristal com aumento de 8,68%, a banana com 8,61% e o óleo que teve alta de 7,75%. A margarina também sofreu reajuste de 4,25%, o macarrão, com 3,80%, o pão com 3,36% e o tomate, que teve o preço acrescido em 2,56%.

De acordo com a Semac, devido aos bons fatores climáticos a colheita da batata foi boa, o que ocasionou queda de preço de 14,29%. Com o aumento do volume ofertado do feijão, com o período de safra, o produto registrou 6,82% de redução do preço.

As usinas estão finalizando a moagem da cana-de-açúcar e entrando em férias coletivas, o que significa escassez do açúcar cristal. O resultado no bolso do consumidor é reflexo da menor oferta do produto que eleva suas cotações no mercado internacional aumentando seu preço também no mercado interno, tendo chegado esse mês no mercado varejista com alta de 8,68%. No caso da banana, a produtividade da fruta foi afetada pelo excesso de chuvas durante o primeiro semestre de 2010, com disponibilidade menor ao longo do ano, o que aumentou seu preço em 8,61%.

Renda

Quanto à renda mensal, a pesquisa da Semac constatou no mês em questão que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 510 comprometeu 46,85% do seu salário em dezembro de 2010 para aquisição da cesta alimentar, restando R$ 271,07 para atender suas outras necessidades básicas como: água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer, entre outros.

Para adquirir a cesta básica, o trabalhador precisou despender 103 horas e quatro minutos da jornada de trabalho mensal de 220 horas. No levantamento anterior, em novembro de 2010, eram necessárias 104 horas e 19 minutos.

Últimos seis meses

Nos últimos seis meses os produtos que apresentaram maiores quedas foram: batata, tomate, alface, margarina e arroz. Destacamos também para os produtos em alta: óleo de soja, carne (agulha), banana, feijão e laranja.

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