Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

SEM ESTRUTURA

Centro policial integrado deve ser transferido da Rua Ceará

14 JAN 2011Por Anahi zurutuza00h:00

Inaugurado em 2003, o Centro Integrado de Polícia Especializada (Cepol), que hoje ocupa prédio na Rua Ceará, em Campo Grande, deve mudar de endereço. Há um ano a atual estrutura vem sendo alvo de reclamações de funcionários, que, no início desta semana, inclusive, prometiam "cruzar os braços" caso o governo do Estado não tomasse providências para melhorar a condições de trabalho. Os servidores desistiram da paralisação ao saber que a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) já está procurando outro imóvel para onde pretende transferir as seis delegacias.

Por meio da assessoria de imprensa, a Sejusp confirma que está à procura de novo prédio para abrigar o Cepol. Ainda não há nada definido, porque, segundo a secretaria, o imóvel tem de ser amplo e de fácil acesso para a população, já que o centro é uma das unidades policiais de Campo Grande que funcionam 24 horas, dividindo os plantões com a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro e, há quase um mês, com a Depac Piratininga.

Segundo a assessoria, alguns locais foram visitados por técnicos da Sejusp, mas ainda estão sendo avaliados. Não necessariamente o novo Cepol ficará na mesma região em que funcionam as delegacias atualmente.

Problemas
O Correio do Estado já retratou a situação precária em que se encontra o Centro Integrado de Polícia em reportagem publicada no dia 18 de dezembro do ano passado. Os problemas podem ser pecebidos antes mesmo de adentrar o prédio. Na calçada, há mato e sujeira, e na porta principal não há puxadores.

No saguão, onde o cidadão recebe o primeiro atendimento, não há bancos e cadeiras suficientes. Os poucos que existem estão rasgados, com defeitos. Em dias de chuva é necessário esquivar-se das inúmeras goteiras.

Policiais e escrivães ainda enfrentam problemas com a falta d’água para consumo. O único bebedouro do local que funciona fica no corredor da Delegacia de Atendimento à Infância e à Juventude (Deaiji), que nos fins de semana não funciona.

A situação do banheiro do saguão principal também é crítica. Ao abrir a porta, a pessoa já se depara com o mau cheiro e a pia não tem cuba. Ou seja, não há como lavar as mãos.

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