domingo, 15 de julho de 2018

Mercado

Central dará transparência a derivativos

17 NOV 2010Por Vinícius Pinheiro (AE)04h:37

Pouco mais de dois anos após as perdas bilionárias sofridas por várias empresas brasileiras com derivativos, o mercado brasileiro ganha uma proteção adicional para evitar a repetição dos problemas com esse tipo de instrumento financeiro. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com a BM&FBovespa e a Cetip, lança oficialmente hoje a Central de Exposição a Derivativos (CED), que promete dar mais transparência às operações.

Com a central, os bancos poderão consultar a posição de seus clientes em derivativos registrados tanto na bolsa como no mercado de balcão, além de cenários de alta e baixa conforme o fator de risco do contrato. “A CED é uma resposta à crise que vai contribuir tanto para o mercado como para os órgãos reguladores”, afirma Carlos Ratto, conselheiro da CED e diretor comercial e de produtos da Cetip.

De acordo com o executivo, as instituições financeiras só terão acesso aos dados com autorização dos clientes. A fim de preservar o sigilo dos negócios, a central também não informará a exposição das empresas por tipo de contrato, apenas o total consolidado.

No auge da crise, quando empresas como Aracruz e Sadia anunciaram perdas com derivativos, nem mesmo os próprios bancos que fizeram os contratos sabiam o quanto as companhias estavam expostas, o que contribuiu para aumentar as incertezas no mercado.

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