Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

AUMENTO DE JUROS

Centrais Sindicais fazem sardinhada em frente ao Banco Central

20 ABR 2011Por AGÊNCIA BRASIL21h:20

Dirigentes de cinco centrais sindicais protestaram hoje, em frente à sede do Banco Central (BC), em São Paulo, contra o possível aumento da taxa básica de juros (Selic), que será anunciado hoje (20) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O protesto foi acompanhado por cerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar.

“Essa pequena reunião que estamos fazendo na frente do Banco Central é simbólica. Não é uma grande manifestação, mas é a primeira simbolicamente importante porque é a terceira vez que o Copom se reúne e, com certeza, vai aumentar os juros pela terceira vez. Aumentar juros significa menos emprego, menos produção e menos crescimento e desenvolvimento do país”, disse Paulo Pereira da Silva, deputado federal (PDT-SP)e presidente da Força Sindical.

Para o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, o ideal para a Selic seria que a taxa fosse em torno de 8,5%, considerando a inflação mais 2% de juro real. Hoje ela está em 11,75%.

Durante a manifestação, foram distribuídas cerca de 50 quilos de sardinha, preparadas pelo sindicalista Ronaldo Garcia de Souza. “Foi distribuída para todo mundo. Até quem não tinha nada a ver participou”. Segundo ele, a sardinha foi preparada com sal grosso e assada numa churrasqueira, instalada na frente do Banco Central, na Avenida Paulista.

“A simbologia é a seguinte: em vez de dar dinheiro para banqueiro, que é tubarão, vamos dar dinheiro para o povo, na saúde, na educação e na geração de emprego”, afirmou o presidente da CGTB.

Além da Força Sindical e da CGTB, participaram da manifestação a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

No manifesto, as centrais pedem a redução da Selic, a ampliação dos investimentos sociais e o financiamento público para as pequenas e médias empresas e ainda criticam o controle da inflação com o aumento dos juros.

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