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CAMPO GRANDE

Cenário de abandono persiste nas quatro incubadoras municipais

29 DEZ 13 - 00h:00DA REDAÇÃO

Ao longo de 2013 os trabalhos nas incubadoras municipais de empresas caminharam a passos lentos. A percepção vem dos próprios empresários incubados e moradores das quatro regiões de Campo Grande onde ficam instalados os empreendimentos (Estrela Dalva II, Mário Covas, Santa Emília e Zé Pereira). Redução de cursos, falta de assistência e, principalmente, aproveitamento dos amplos espaços são os principais sintomas da paralisia. “É uma pena um espaço tão grande e parado. Poderia estar sendo utilizado muito mais, com cursos para a comunidade”, é a indagação da autônoma Cenira da Silva, de 46 anos, e de vários outros vizinhos entrevistados. O desabafo de pesar  é justificado pela contínua sensação de mau aproveitamento dos grandes, e em geral, novos prédios, conforme matéria publicada hoje (29) no jornal Correio do Estado

O Correio do Estado denunciou em março deste ano que as incubadoras estavam abandonadas, causando a revolta de empresários e moradores. A reportagem acompanhou as ações e neste mês de dezembro voltou – ou pelo menos tentou, já que a entrada da imprensa não é permitida - aos espaços para constatar como os empreendimentos encerram 2013. Após 10 meses, poucas coisas melhoraram e ainda assim as atividades avançam a passos lentos; a promessa é de retorno pleno dos trabalhos só no próximo ano. De acordo com a reportagem de Paula Vitorino, as incubadoras continuam com salas sobrando – média de três em cada – e ainda não retornaram totalmente as ações, mas dão os primeiros sinais de saída da paradeira, em que se encontravam até a metade do ano, com a realização de alguns cursos de capacitação.

“A gente ouviu falar de um curso de costura, com o Senai, há alguns meses. E teve também teve um de carpinagem, algo assim, recentemente. Mas a gente só fica sabendo depois que já estão com a turma fechada, muitos moradores reclamaram que não conseguiram vagas. Quem acaba fazendo são as pessoas de outros bairros, porque as inscrições não feitas diretamente aqui”, reclama a vizinha da unidade do Mário Covas, Adriana Alves, de 32 anos. 

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