sexta, 20 de julho de 2018

Unificação

CBF encerra polêmica e anuncia unificação de títulos

23 DEZ 2010Por RIO DE JANEIRO05h:25

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira anunciou oficialmente na manhã de ontem, no Rio de Janeiro, a unificação dos títulos de campeão brasileiro de 1959 a 1970.

Com a decisão da entidade, Santos e Palmeiras passam a ser os detentores do maior número de títulos brasileiros - oito cada -, superando São Paulo e Flamengo, que têm seis (considerado o título da Copa União de 87 para o clube carioca). Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense também passam a ter mais um título brasileiro cada no currículo.

Os presidentes dos clubes receberam taças em miniatura, e faixas de campeão, entre eles Maurício Assumpção, do Botafogo, e Peter Siemsem, do Fluminense.

O ex-jogador Pelé foi consagrado como o maior vencedor de Campeonatos Brasileiros de todos os tempos, recebendo seis medalhas pelos seis títulos nacionais. “É uma honra muito grande estar aqui representando os jogadores que foram heróis no passado. Não tínhamos as facilidades que hoje os jovens têm. Sempre digo o que acontecia com a gente. Tínhamos que viajar o mundo todo para saber que o Santos existia, que existia um Pelé. Hoje o garoto faz um gol e sai no mundo todo porque a mídia é grande. Em nome de todos que passaram, desde os ropeiros, agradeço porque foram eles que abriram as portas para as novas gerações”,  disse Pelé.

O presidente da CBF também comentou as homenagens: “Nada mais justo ter dado esse reconhecimento aos clubes e jogadores que jogaram nessa fase, a começar pelo Pelé. O trabalho foi muito bem feito. Doutor João Havelange, ex-presidente da CBD, me disse que a intenção era ter um campeonato nacional com aquelas competições do passado”, disse Ricardo Teixeira.

Flamengo
A CBF apresentou na cerimônia um parecer jurídico que impossibilita o reconhecimento do hexacampeonato brasileiro reivindicado pelo Flamengo. “É impossível homologar o título do Flamengo. Houve uma decisão julgada no Supetior Tribunal de Justiça. A CBF é obrigada a cumprir. Se o Flamenho acha que merece deve tentar reverter onde foi decidido, na justiça comum”, afirmou Teixeira.

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