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Campo Grande - MS, terça, 18 de dezembro de 2018

Escândalo

CBF e Edilson Pereira são condenados por 'Máfia do Apito'

27 FEV 2011Por Gazeta Esportiva08h:41

O escândalo da manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro de 2005, designado como 'Máfia do Apito', teve um importante resultado na Justiça. A 17ª Vara Cível de São Paulo fez uma série de condenações em uma ação proposta pelo Ministério Público, baseada no Fundo de Defesa do Consumidor. O ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) amargam uma multa de R$ 160 milhões que seria dividida entre as partes.

No processo, também houve um resultado negativo à Federação Paulista de Futebol (FPF) junto com o ex-árbitro Paulo José Danelon e o empresário Nagib Fayad. O trio foi condenado à divisão de uma multa de R$ 20 milhões.

A decisão ainda está em primeira instância, portanto todas as partes poderão buscar recursos. A publicação da condenação será feita na segunda-feira. Advogado da Federação Paulista de Futebol, Carlos Miguel Aidar apresentou, todavia, a realidade: a definição do processo pode demorar até uma década.

"Agora, todas as partes vão recorrer, a ação vai ao Tribunal de Justiça. Mas ainda há outras instâncias. Para facilitar os leigos, a ação deve durar de cinco a dez anos para ser totalmente encerrada", resumiu o conselheiro do São Paulo Futebol Clube, em entrevista por telefone.

As multas conjuntas, segundo Aidar, podem trazer no futuro mais problemas a entidades como a CBF e a FPF, já que as pessoas físicas teriam dificuldade em arcar com um valor tão alto. "Neste caso, o credor pode executar uma das partes, que aí teria de ir atrás da outra para cobrar a metade do valor", comentou o advogado.

A 'Máfia do Apito' proporcionou uma grande confusão no Campeonato Brasileiro vencido pelo Corinthians em 2005. A CBF decidiu anular os jogos apitados por Edílson Pereira de Carvalho, fato que, na visão de muitas pessoas, deu um empurrão ao Timão na reação para ultrapassar o Internacional na classificação.
 

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