sexta, 20 de julho de 2018

Saúde

Catapora atinge em média 60 pessoas por dia no Estado

18 OUT 2010Por anahi zurutuza05h:55



Em um mês, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) registrou em Mato Grosso do Sul 1.804 novos casos de catapora (varicela). Nos últimos 30 dias, em média, 60,1 pessoas contraíram a patologia por dia. Desde agosto, o Estado enfrenta surto da doença. No total, de 1º de janeiro até ontem, a Vigilância Epidemiológica estadual notificou 4.959 casos de catapora, dobro da quantidade de pessoas que tiveram varicela no mesmo período do ano passado (2.006). O número é também superior à soma dos casos notificados durante todo o ano de 2009, quando, segundo a secretaria, 2.691 contraíram a patologia.
A maior parte dos registros concentra-se em Campo Grande. Na Capital, em média, 20 novos casos são notificados por dia. Até agora, segundo a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), 2.270 campo-grandenses tiveram a doença.

Óbitos
Há um ano sem ter notificado mortes de pacientes com catapora, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) registrou, este ano, dois óbitos por conta da doença em Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, onde uma das vítímas residia, havia dois anos não aconteciam mortes em decorrência de complicações provocadas pela patologia.
Conforme dados repassados pela Vigilância Epidemiológica estadual, as vítimas tinham 1 e 4 anos de idade. Uma delas era moradora da Capital e a outra  de Costa Rica, esta morreu durante tratamento em Campo Grande.
Os dois últimos óbitos registrados em MS, segundo a Vigilância Epidemiológica, ocorreram em 2008. Um dos pacientes era morador da Capital e o outro de Eldorado. Em 2007, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) registrou uma morte de paciente com catapora em Campo Grande. Já em 2008 e 2009 não houve notificações no município.

Complicações
Apesar de ser raro, a médica especialista em Infectologia Pediátrica, Ivone Brustoloni, explica que a catapora pode levar à morte por conta de infecções secundárias. “A varicela em si é uma doença benigna, mas, em qualquer faixa etária a doença pode evoluir para um caso mais graves, se não houver cuidado. A feridas são portas de entrada para outras bactérias que podem causar infecções mais severas”.
A médica explica que as complicações ocorrem, geralmente, em crianças. “As mortes, em geral, são de pacientes com menos de seis anos, porque as crianças têm menos autocontrole e coçam as feridas. Por isso, é muito importante que pais estejam muito atentos à higiene”.

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