Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

ENTULHOS

Catadores serão expulsos dos aterros de entulhos

21 SET 2010Por 04h:20

Silvia Tada

Transformado em uma espécie de lixão, com a atuação de catadores de material reciclável e presença de crianças, o aterro de entulhos de construção civil localizado no anel viário de Campo Grande, no Jardim Noroeste, será fechado e passará a ter vigilância de guardas municipais. As medidas estão previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado na tarde de ontem pela Prefeitura de Campo Grande e pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Outro TAC foi assinado, referente à área próxima da indústria Kepler Weber, na saída para Aquidauana, que já está lotada e será cercada para evitar que as empresas e carroceiros continuem despejando o material indevidamente. Há previsão de que mais uma área receba o descarte das construções, no Dom Antônio Barbosa, próximo ao atual lixão. A intenção é instalar locais para a seleção do material e alguns tipos serem triturados e utilizados como sub-base de concreto.

“Vamos cercar os locais e melhorar a cobertura arbórea. Serão 30 mil pés de eucaliptos plantados”, afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Marcos Antônio Moura Cristaldo. Conforme a prefeitura, por três vezes a cerca foi refeita, mas os catadores a rompem para entrar no local em busca de papelão, ferro, louças e artigos que possam ser vendidos.

“Não queremos que os locais se transformem em lixões, nem que a população se coloque em risco. Deverá haver controle do que entra no aterro de entulho”, reforçou o promotor de Justiça de Meio Ambiente Alexandre Raslan.
O prefeito Nelsinho Trad confirmou a invasão dos catadores. “O pessoal entra pelo lado do Jardim Noroeste. Pegam tijolos, pedaços de cano”, lamentou. Ontem, o Correio do Estado esteve no local e confirmou a presença de pessoas recolhendo material que pode ser reaproveitado.

Ecopontos

O secretário Marcos Cristaldo confirmou que dois ecopontos estão em funcionamento na Capital, no Jardim Bálsamo e no São Conrado. Até o fim do ano, outros dois serão ativados, no Vida Nova e na Mata do Jacinto. Por enquanto, os locais funcionam como entreposto de triagem de materiais recicláveis, grandes volumes e resíduos perigosos. A intenção é que o entulho das construções também seja recolhido nos ecopontos, que depois serão levados para os aterros.a

Leia Também