Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

CIDADES

Catadores faturam até R$ 4 mil no lixão

Catadores faturam até R$ 4 mil no lixão
22/02/2010 03:52 -


A família de Joaquim da Silva, conhecido como Josa, é uma que obtém o sustento daquilo que a população joga no lixo. Ele e a esposa são catadores e, apesar das dificuldades, conseguem obter renda mensal de R$ 4 mil. Aos 51 anos, Joaquim, que estudou somente até a 4ª série, orgulha- se de ter alguns confortos que não tinha nos tempos em que era capataz de fazenda. “Eu e minha esposa morávamos na fazenda e tivemos que vir para a cidade. A reciclagem foi uma saída para não passarmos fome”, conta. Ele relata que trabalha três dias por semana sempre às madrugadas, no horário em que chegam os caminhões carregados com o lixo tirado das milhares de residências e estabelecimentos comerciais da cidade. Esta é uma das centenas de histórias de catadores que encontraram no meio do lixo a solução para sobreviver. Trabalhando há muito tempo na reciclagem, uma catadora, que prefere não ter o nome divulgado, vê o lixo como seu grande tesouro. “Eu construí minha casa, criei meus filhos e hoje consigo pagar a prestação de dois carros sem deixar de lado alguns confortos”, relata. Ela afirma que a renda mensal não chega a R$ 4 mil sempre, mas a média é próxima. “Quando se trabalha direito e firme, sem se preocupar se lá é o lixão ou uma mansão eu acredito que é possível crescer na vida”, ensina. Há anos, o lixão de Campo Grande serve de sustento para famílias e move a economia dos bairros Dom Antônio Barbosa, Los Angeles e Lageado. Em meio ao mau cheiro e à poeira densa pessoas correm, gritam e batem gancho (instrumento usado para revirar o lixo) a cada caminhão que chega. As roupas sujas servem de proteção para o sol intenso e os plásticos que fazem às vezes de capas protegem da lama e do chorume (líquido de odor forte e alto potencial de contaminação) que há no caminho. Dificuldades Apesar da renda, o trabalho dos catadores é árduo. Não há tempo bom no lixão. Quando o dia está quente a poeira densa e fétida sobe a cada caminhão que passa, o sol queima a pele dos catadores e as roupas pesadas usadas como proteção fazem o cansaço aumentar a cada minuto. Por outro lado, o tempo de chuva traz a lama e aumenta a sensação de sujeira no local. Nestes dias, o lixão quase que se esvazia e é preciso muita coragem para enfrentar a “areia movediça” que o lixo se transforma. Em alguns casos, a lama pode chegar até a cintura. Mesmo os mais experientes sentem o peso e conseguem “enxergar o ar do lixo”. Um lugar onde “certas frescuras” não são permitidas, como reclamar do cheiro ou sentir nojo de pegar nos materiais. A maioria não usa luvas e as mesmas mãos encrustadas de sujeira que pegam o lixo também levam o salgado à boca ou servem para limpar o rosto quando o suor é muito intenso.

Felpuda


Vêm aumentando que só os disparos de segmentos diversos contra cabecinha coroada que, até então, acreditava voar em céu de brigadeiro. O novo coronavírus chegou, ganhou espaço, continua avançando e atualmente tem sido o melhor cabo eleitoral dos adversários. A continuar assim, sem ações mais eficazes, o estrago político poderá ser grande. Observadores mais atentos têm dito que o momento não é de viver o conto da “Bela Adormecida”. Só!