Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

Caspa, eu?

14 MAI 2010Por 06h:01
Pode ser impressionante, porém mais de 70% das pessoas que frequentam clínicas de dermatologia voltadas a problemas capilares apresentam ou já apresentaram caspa em algum momento de suas vidas. A grande questão é que a caspa não é apenas um incômodo estético. Trata-se de um processo inflamatório das áreas com pêlos e manifesta-se em pessoas propensas ao problema.

Na maioria dos casos a caspa é um efeito colateral de outra disfunção que pode estar relacionada ao estresse, ao desequilíbrio hormonal, uso inadequado de xampu ou condicionadores, uso de água quente nas lavagens, intervalos prolongados entre as lavagens ou até mesmo uma reação alérgica a produtos químicos usados para tingir ou alisar os fios. Enfim, são inúmeras as causas e, por isso o problema é tão frequente, mas ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre é algo simples de se resolver podendo ser indício de alguma doença relacionada à saúde do couro cabeludo ou da pele, já que a descamação pode aparecer inclusive nas sobrancelhas.

O fato é que quando a temperatura diminui o problema aumenta nos consultórios dos dermatologistas, já que a água quente do banho é uma das causas do aumento da oleosidade do couro cabeludo e consequentemente junto a essa reação vem a descamação excessiva, em alguns casos formando também feridas ou pústulas com pus, que se parecem com acne. “Outro motivo que contribui para o aumento da caspa é que as pessoas também dão espaço maior entre as lavagens no frio”, exemplifica o dermatologista Ademir Jr.,

Membro da Associação Internacional de Tricologia (IAT) e Presidente do Grupo de Assistência a Problemas Capilares (GAPCA).
Já os casos mais severos de caspa estão relacionados ao excesso de oleosidade, provocado pela psoríase – uma doença inflamatória da pele de origem neuroimunológica – de infecções, como ocorre em alguns casos de micose de couro cabeludo, ou de diversos outras formas de inflamações da pele que possam ou não estar associadas com quadros de queda capilar.

Segundo o especialista, o uso de xampus anticaspa é a primeira opção das pessoas que sofrem com o problema e, quando a caspa não é motivada por nenhum problema mais grave provavelmente irá ceder. “Nos casos cujo a origem está em doenças do couro cabeludo os xampus anticaspa de venda livre não serão suficientes. Primeiro porque estes apenas fazem uma limpeza superficial da pele. Segundo porque o problema de base, a causa da doença, não estará sendo convenientemente tratada”, ressalta o doutor Ademir, acrescentando que para estes casos o ideal é procurar por um profissional que faça um diagnóstico do problema e identifique a causa a ser combatida.

O médico esclarece que não é incomum esse paciente ter de tratar com xampus, e loções manipulados ou até medicamentos por via oral. “O mais importante de tudo é saber que a caspa pode ser tratada e combatida de forma eficaz e não precisa ser um inconveniente para o paciente que se vê desconfortável toda vez que é obrigado a usar uma roupa escura. A solução existe e pode estar ao alcance das nossas mãos”, finaliza o médico.
O doutor Ademir Jr. é autor do livro “Socorro! Estou ficando careca”, e responde a questões dos internautas pelo site www.ademirjr.com.br.

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