Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

SAÚDE

Casos de diabete nos Estados Unidos podem triplicar até 2050, diz estudo

22 OUT 2010Por AP20h:50

Cerca de um terço dos adultos nos Estados Unidos pode ter diabete em 2050 se continuar ganhando peso e evitando exercícios físicos, informou nesta sexta-feira, 22, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do país, em uma dramática revisão das projeções anteriores - de 39 milhões na última estimativa para 76 a 100 milhões agora -, o que foi publicado na revista online Population Health Metrics.

Segundo o CDC, atualmente um em cada dez americanos tem a doença (24 milhões de pessoas), mas o número pode subir para um em cada cinco ou até um em cada três em meados deste século se as atuais tendências continuarem. "Isso é alarmante'', disse Ann Albright, diretora da Divisão de Tradução de Diabete do CDC. Em 2007, o problema foi a sétima causa de morte nos EUA.

O novo cálculo levou em consideração as pessoas que têm a doença mas ainda não foram diagnosticadas, grupo que não apareceu nas projeções anteriores, explicou Edward W. Gregg, chefe da sucursal do CDC responsável por questões de epidemiologia e estatísticas de diabete.

Além disso, os pesquisadores utilizaram novas estimativas de crescimento da população para idosos e minorias, que têm taxas mais altas do tipo 2 da doença. Há ainda outro fator: os diabéticos estão vivendo mais, graças a melhorias na assistência médica, acrescentou Gregg.

A diabete é uma doença em que o organismo tem dificuldade para processar açúcar (glicose). No tipo 1, tradicionalmente diagnosticado em crianças e jovens, o corpo não produz quantidade suficiente do hormônio insulina para ajudar o açúcar a entrar nas células.

Já o tipo 2 responde por cerca de 95% dos casos. É quando as células resistem às tentativas da insulina de transportar o açúcar no sangue. O tipo 2 é mais comum em pessoas que estão com sobrepeso ou obesas, têm mais de 60 anos ou ascendência afro-americana, além de outros grupos minoritários.

O crescimento de casos de diabete nos EUA está estreitamente vinculado às crescentes taxas de obesidade. Dados recentes do CDC sugerem que os índices de obesidade se estabilizaram, mas as novas estimativas para a diabete devem se concretizar mesmo a obesidade permanecer estática, segundo o órgão.

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