domingo, 22 de julho de 2018

Casos de catapora dobram e Estado enfrenta surto

22 SET 2010Por 16h:26

anahi zurutuza

Casos de catapora (varicela) registrados este ano em Mato Grosso do Sul dobraram em relação ao ano passado e, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), MS já enfrenta surto da doença. Conforme a Vigilância Epidemiológica, de 1º de janeiro deste ano até o dia 16 de setembro, 3.155 casos haviam sido notificados no Estado. No mesmo período do ano passado, 1.713 pessoas foram acometidas pela doença. O número é, ainda, superior à soma dos casos de catapora notificados durante todo o ano de 2009, quando, segundo a secretaria, 2.691 contraíram a patologia.
A maior parte dos casos concentra-se em Campo Grande. Segundo a Vigilância Epidemiológica do Estado,  este ano, até a quinta-feira passada, 1.958 pessoas tiveram varicela na Capital. No mesmo período do ano passado, foram registrados somente 956 casos. A quantidade de notificações deste ano também é superior ao total de casos registrados de janeiro a dezembro de 2009, quando 1.511 pessoas tiveram a doença em Campo Grande.
“Dá para ser considerado surto, porque há grande aumento no número de casos deste ano, em relação ao ano passado”, afirma a gerente técnica de doenças exantemáticas — que é responsável  pelo controle de patologias como a varicela, o sarampo e a rubéola — da SES, Larissa Machado. Ela explica, ainda que com a chegada da primavera o número de casos tende a aumentar mais ainda. “Os casos aparecem nos meses mais secos do ano, não se sabe ao certo o porquê, mas já é fato que a catapora é uma doença sazonal, que acomete geralmente crianças de até 6 anos, e, principalmente, nos meses de julho a novembro”.
Não só em Campo Grande foram notificados vários casos de catapora este ano, mas há registros de surto da doença em Naviraí e Coronel Sapucaia, ambos municípios da região sul do Estado.

Vacina
A melhor maneira de previnir a doença é tomar a vacina, mas as doses não fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação, e, portanto, não estão disponíveis na rede pública de saúde. Contudo, de acordo com Larissa Machado, casos de surtos da doença em escolas, creches ou qualquer outro local onde há concentração de crianças de 0 a 6 anos, tem de ser comunicados à Vigilância Epidemiológica Municipal. “Nesta situação é feito o bloqueio vacinal da doença. Temos as doses estocadas somente para estes casos”.
De acordo com a gerente técnica de doenças imunopreviníveis da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), para as escolas de Campo Grande, a recomendação é que, em caso de surto, a direção procure a unidade de saúde mais próxima e comunique os casos.

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