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Caso de canibal que buscava vítimas voluntárias na Eslováquia choca país

15 MAI 2011Por uol10h:48

O caso de um suposto canibal eslovaco que buscava voluntários pela internet para se tornarem suas vítimas e que foi morto a tiros quando tentava pactuar o assassinato de um homem surpreendeu e chocou a população da Eslováquia.

Trata-se de um homem de 43 anos que morreu na última quinta-feira, após ficar gravemente ferido na terça-feira durante um tiroteio que teve início quando as autoridades prepararam uma armadilha para ele e em um episódio que também deixou um policial gravemente ferido.

O suposto canibal, que era um militar retirado com licença de armas, era considerado uma pessoa "normal" por seus vizinhos, que desconheciam seu suposto interesse pela antropofagia.

"Eu o conhecia apenas de vista, não tinha uma relação mais próxima com ele. Mas, ele me parecia um homem normal", declarou nesta sexta-feira à Efe Matej Rastislav, um morador de Sokol, ao leste da Eslováquia, onde também morava o suposto criminoso.

"O canibal da Eslováquia morreu, mas seu espírito de assassino viverá até que se determinem regras mais severas para a posse de armas no país", escreveu em seu blog Tomás Makatura, comentarista do influente jornal "SME".

Makatura lembrou o caso do psicopata que, em agosto passado, matou sete pessoas em Bratislava e que também tinha licença para possuir armas de fogo.

Segundo o ministro do Interior da Eslováquia, Daniel Lipsic, o acusado tinha posto um anúncio na internet buscando voluntários para serem assassinados e depois comidos.

Um cidadão suíço respondeu ao anúncio, mas, em vez de se submeter ao pacto com o criminoso, informou à Polícia de seu país, que entrou em contato com as autoridades eslovacas através da Organização Internacional de Polícia Criminal (OIPC).

Estas enviaram um agente do corpo especial de luta contra o crime organizado, que se fez passar por representante do suíço.

"Seu corpo devia ser cortado em pedaço e comido, de modo que a Polícia não pudesse chegar à sua identidade", disse Lipsic.

Após verificar a identidade do suposto assassino, que compareceu ao lugar combinado, em Kysak, vários agentes tentaram detê-lo.

O suspeito, que era membro de um clube de tiro, se defendeu com uma pistola, com a qual feriu um policial, que permanece em estado grave, mas acabou recebendo cinco tiros.

Morreu na última quinta-feira no hospital universitário Louis Pasteur de Kosice, após uma operação de mais de cinco horas, segundo informou a instituição em comunicado.

O suposto criminoso morava com sua esposa e duas filhas, uma de 14 e outra de sete anos.

"A mulher se mudou de cidade após o incidente, e não sei para onde foi", acrescentou o vizinho do canibal.

Enquanto isso, "o estado do policial de 37 anos, que foi atingido no ombro e no esterno, ainda é grave, mas estável", segundo Jaroslava Oravcova, porta-voz do hospital.

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