Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

PAC 2

Casas para obras do PAC custarão R$ 73 milhões

3 OUT 2010Por anahi zurutuza04h:31



A construção das 1.738 casas destinadas às famílias que, hoje, ocupam irregularmente o entorno dos córregos Bálsamo, Segredo, Lageado e Imbirussu, em Campo Grande, vai custar R$ 73 milhões. O valor é parte do montante de R$ 395,7 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 que serão investidos nas obras de infraestrutura e mobilidade urbana da Capital.
Para a recuperação dos fundos de vale e construção das avenidas que margearão os quatro córregos, 1,7 mil famílias, já cadastradas pela Empresa Municipal de Habitação (Emha), terão de ser removidas. Por isso, parte da verba do PAC 2, pleiteada pelo município, é destinada à construção de seis conjuntos habitacionais. Os dois maiores — onde serão erguidas, no total, 1.035 casas — serão instalados em vazios urbanos situados atrás das Moreninhas, região sul de Campo Grande. As unidades abrigarão famílias retiradas do entorno dos córregos Bálsamo (482) e Lageado (553).
Campo Grande ganhará, ainda, mais quatro loteamentos. Dois deles devem ser construídos na região do Bairro Mata do Segredo, zona norte da Capital, para onde serão transferidas, no total, 313 famílias. Com os 249 imóveis que formam o primeiro conjunto, serão contemplados moradores das margens do Córrego Segredo. Já as 64 unidades do segundo conjunto serão destinadas às famílias que habitam áreas irregulares no Taquaral Bosque, Bosque da Esperança, Jardim Arco-íris e Parque Taquaral — bairros que devem passar por obras de drenagem e pavimentação, também custeadas pelo PAC 2.
Os dois últimos conjuntos — formados por 299 e 91 unidades habitacionais, respectivamente — serão construídos em áreas próximas ao Santa Luzia, região norte da cidade, e Jardim Panamá, região oeste da Capital. Nestes loteamentos serão realocadas famílias que vivem atualmente no entorno do Córrego Imbirussu.

PAC 2
Além da construção das avenidas e revitalização do entorno dos córregos Bálsamo, Cabaça (2ª etapa), Segredo (2ª etapa), Lageado e Imbirussu, a Prefeitura de Campo Grande também “briga” por recursos do PAC 2 para executar o manejo das águas pluviais e recuperação da mata ciliar do Rio Anhanduí (que corta a Avenida Presidente Ernesto Geisel). Há, ainda, projeto para obras de drenagem dos bairros Jockey Club, Jardim América, Vila Marcos Roberto, Jardim Progresso.
As propostas já foram apresentadas às comissões técnicas do Ministério das Cidades e ainda dependem de aprovação. Segundo o prefeito, Nelson Trad Filho (PMDB), “em breve” o governo federal deve dar um parecer sobre os projetos.

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