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Casal Nardoni recebe visita após condenação

29 MAR 10 - 10h:38
O pai de Ana Carolina Jatobá chegou por volta das 13h de ontem à penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé (147 km de São Paulo), para fazer a primeira visita a filha desde sua condenação, na madrugada de sábado. Alexandre Jatobá chegou à pen itenciária vest i ndo agasalho e capuz . Ele estava acompanhado de uma mulher que, além das roupas pesadas, também cobria o rosto com um pano. Ambos entraram apressados na penitenciária carregando duas sacolas. Agentes penitenciários confirmaram que Anna Carolina esperava pelos pais desde o início do dia. O marido dela, Alexandre Nardoni, também recebeu ontem a primeira visita dos pais após a condenação pelo assassinato da filha dele, Isabella. O pai de Alexandre, Antônio Nardoni, e a mãe, Maria Aparecida, entraram rapidamente no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, carregando três sacolas e uma caixa com frutas e legumes para o filho. Perguntado sobre o resultado do julgamento, Antônio disse aos jornalistas: “Vocês estavam lá, viram tudo. Infelizmente, vocês têm uma opinião e eu tenho a minha”. E completou sobre a definição da pena: “O julgamento é com a defesa, a pena já estava dosada há dois anos”. Sobre uma possível anulação do julgamento, ele demonstrou ter alguma esperança: “Nesse País é difícil acreditar em alguma coisa, mas continuamos acreditando”. Os acusados foram condenados por homicídio triplamente qualificado e fraude processual (por ter alterado a cena do crime). De acordo com a sentença, o pai de Isabella foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão por homicídio triplamente qualificado: por ter sido usado meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, e para garantir a ocultação de crime anterior. Já Anna Carolina foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão. Defesa A defesa afirmou que vai pedir que o casal seja julgado novamente, de acordo com a lei, em vigor na época do crime, que previa novo júri popular automático em casos de condenações iguais ou superiores a 20 anos de detenção. De acordo com Roselle Soglio, advogada dos réus, no decorrer desta semana a defesa apresentará por escrito um recurso ao juiz Maurício Fossen pedindo o novo júri automático. “O crime foi cometido antes da mudança do Código Penal e eles têm esse direito”, disse.
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