Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

CAMPO GRANDE

Casal é preso em flagrante por manter criança em cárcere privado

21 JAN 2011Por Evelyn Souza14h:27

Um casal que mantinha uma criança de dois anos em cárcere privado no Bairro Los Angeles, em Campo Grande (MS) foi preso em flagrante nesta quinta-feira (20) pela Polícia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

De acordo com informações do investigador da DEPCA, Mauro Souza, a prisão aconteceu após uma denúncia anônima registrada na última quarta-feira (19) no S.O.S criança, que afirmava que duas crianças estavam sendo agredidas e que uma delas permanecia trancada em um quarto escuro e sem alimentação.

Por volta das 09h30min da quinta-feira (20), a DEPCA informou a suspeita de cárcere privado à Delegada responsável e acionou o Conselho Tutelar. Chegando ao local, a mãe da crianças, A.V.S, de 22 anos informou que na residência moravam apenas ela, o marido e uma filha de cinco anos. Ela negou ser mãe de um menino de dois anos, informação que também foi afirmada pela filha.

Durante checagem das documentações, os policiais constataram que o padrasto das crianças, identificado como A.C.N, de 33 anos estava evadido da Colônia Penal, onde responde pelo crime de homicídio, contra o seu ex-sogro.

Após a prisão de A.C.N os policiais entraram na residência e encontraram o menino de dois anos preso em um quarto úmido, sujo e escuro no fundo da casa. Segundo informou o investigador, a criança estava suja com as próprias fezes. Questionada a respeito, a mãe da criança confessou que os filhos eram frequentemente agredidos pelo padrasto e que não impedia as agressões por medo.

Na delegacia, a mulher que apresentava hematomas pelo rosto, contou que um dia antes havia sido agredida pelo seu esposo. A.V.S é testemunha de um processo de homicídio do pai de sua filha de cinco anos. Já o menino é fruto de um segundo casamento. Ainda de acordo com ela, seu atual marido costuma ser muito agressivo e não gosta do menino.

O garoto de dois anos permanece agora com o avô paterno, já que o pai não reside na Capital. A menina de cinco anos teve de ser encaminhada a um Conselho Tutelar, uma vez que na certidão de nascimento não consta o nome do pai. De acordo com o investigador, a avó paterna da menina já recorreu a justiça para a guarda.

O casal foi encaminhado ao Estabelecimento Penal de Campo Grande, onde permanece a disposição da justiça e eles responderão pela prática dos crimes de maus tratos qualificado e cárcere privado.

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