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Campo Grande - MS, quinta, 13 de dezembro de 2018

Capital

Casais que querem adotar crianças, recebem orientação e trocam experiências

24 MAI 2011Por Laís Camargo17h:53

Nas casas de adoção, quase uma centena de crianças em Mato Grosso do Sul aguarda por pais adotivos. Nas filas de espera por um filho, no tempo que leva para serem habilitados como adotantes aceitáveis, mais de 400 casais aguardam por uma criança. A espera diminuiu nos últimos anos, hoje é quase uma gravidez – e essa é a única diferença mesmo: eles aguardam "fora da barriga".

“Ela sempre me chamou de pai, mas sempre soube, desde pequena que ela é uma criança do coração”, conta o jornalista pai de Mariela, Marcos Morandi. Ele e a esposa, Daniela Bender, adotaram a menina em 2004, com 11 meses de idade em Corumbá. “Ao longo do caminho, que demora um pouco, surgiram propostas de adoção 'à brasileira', quando uma mãe ainda grávida quer doar a criança. O curso que fizemos foi importante para entender como funciona”, conta Marcos.

Hoje é Dia Nacional da Adoção e também segundo dia do Curso de Preparação à Adoção, obrigatório no processo, que aconteceu das 8h às 10h, no Fórum de Campo Grande. Em dois módulos de curso, a primeira parte fala dos trâmites legais e a segunda, dos temas psicológicos envolvidos. “Falamos da questão da adaptação, a motivação do casal a buscar a adoção, da questão da diferença entre maternagem e maternidade. Algumas pessoas que já adotaram vêm prestar depoimento”, elucida Sandra Regina Monteiro Salles, psicóloga da Vara da Infância.

O que é preciso

Ao final do curso, os participantes recebem a documentação para dar entrada no processo de habilitação para adoção. Todo procedimento é gratuito. Assim que for feito o requerimento, a equipe de avaliação tem 60 dias para fazer a avaliação psicossocial. Declarados aptos, os pais (que podem ser casados, solteiros ou homoafetivos) esperam no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) por uma criança com a idade e o perfil pedido.

Para adotar é preciso ter mais de 21 anos de idade e ser 16 anos mais velho que a criança adotada. “Foi uma coisa muito bonita que aconteceu, todas as crianças precisam ser adotadas pelos pais, biológicos ou não. Eu acho que os procedimentos adotados pela justiça foram os mais claros possíveis, sempre orientando, para que as pessoas não se arrependam, porque não tem volta. Estamos muito felizes”, afirma Marcos. Na certidão de nascimento, os pais são registrados sem nenhuma observação, como se fossem pais biológicos da criança.

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