Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

RENAVAN

Carro que não fizer recall perderá valor com nova exigência

18 OUT 2010Por ADRIANA MOLINA00h:33

Embora as concessionárias notifiquem e façam, inclusive, campanhas de divulgação, cerca de quatro em cada dez proprietários de veículos que necessitam de recall não fazem o procedimento. De acordo com a Federação Brasileira da Distribuição de Veículos Automotores em Mato Grosso do Sul (Fenabrave-MS), o índice de não comparecimento de cerca de 40% dos consumidores, a partir de agora, poderá desvalorizar modelos usados – que obrigatoriamente deveriam passar por readequações do fabricante – na hora da revenda.
É que em 1º de novembro entra em vigor o convênio de informações sobre recalls, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que obrigará que conste no Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), os procedimentos que deveriam ser feitos nos modelos e se, o consumidor levou o automóvel para o reparo ou não. O dado vai ficar ao lado das multas e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) atrasado.
“Isso pode levar à desvalorização do veículo pois, o comprador estará atento e terá como saber se a adequação foi ou não feita quando for verificar se a documentação está em dia. Carro que precisou de recall e não recebeu o reparo certamente ficará com seu preço abalado”, disse o presidente da Fenabrave-MS, Luiz Antônio de Souza Campos. Atualmente apenas um selo é colado na região lateral interna da porta, identificando o procedimento – item pouco notado por compradores.
Segundo ele, ainda é cedo para estimar um percentual de desvalorização, mas o fato da informação constar junto com documentações que geralmente são averiguadas na hora da compra, terá peso na hora de fechar um negócio. “Esperamos que, com isso, esse índice alto, de 40% de não comparecimento nos recalls, caia, já que se trata de um procedimento gratuito e muitas vezes importante para o bom funcionamento do veículo”, pondera.

Números
Nos últimos oito anos, 236 recalls foram realizados por montadoras brasileiras. E os consertos de carros não são os mais comuns. Desde 2003 também foram realizados cinco recalls em alimentos, 35 em motocicletas, 13 em equipamentos de informática, 19 em medicamentos, 14 em brinquedos e 28 em produtos em geral.

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