Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

TÊXTIL

Capital terá primeira fiação até julho

13 ABR 2011Por 10h:00

A primeira indústria de fiação da Capital, a GID Têxtil já iniciou, na saída para Terenos, as obra de terraplanagem e de levantamento do primeiro pavilhão para iniciar a produção no próximo mês de julho.

Diante da demanda por profissionais, o Senai e o Sindivest/MS (Sindicato das Indústrias do Vestuário, Tecelagem e Fiação de Mato Grosso do Sul) iniciaram a articulação de ações para qualificar mão-de-obra para atender a empresa. Na terça-feira (12/04), o diretor-corporativo da Fiems e diretor-regional do Senai, Jaime Verruck, e o presidente do Sindivest/MS, José Francisco Veloso Ribeiro, reuniram-se no 5º andar do Edifício Casa da Indústria com diretor-executivo da empresa, Luís Guedes, para tratar da questão de qualificação profissional. “A instalação dessa empresa é de extrema importância para o ciclo produtivo do algodão no Estado. A vinda dela representa o adensamento da cadeia algodoeira, pois passaremos a agregar valor a uma matéria-prima agropecuária”, destacou Jaime Verruck.

Ele acrescenta que a instalação da GID Têxtil também contribui para atrair outras empresas do segmento de fios para Mato Grosso do Sul. “Com a instalação da empresa, outras indústrias da cadeia têxtil passam a se interessar pela região, vindo para o Estado de olho no fio que é produzido aqui”, pontuou, reforçando as ações e o empenho do Sistema Fiems para a qualificação da mão-de-obra para as empresas que estão se instalando aqui.

O diretor ainda ressaltou que neste caso a formação é um desafio para o Senai porque é especializada. “A empresa vai atuar com altíssima tecnologia e, mesmo utilizando número reduzido de trabalhadores em relação a outras empresas do segmento, será um desafio formar profissionais porque a qualificação também demanda investimentos e esforços para o Senai”, pontuou.

Alinhamento

Para o presidente do Sindivest/MS, essa é a principal finalidade do Sindicato, alinhar ações do Sistema Fiems para fomentar o desenvolvimento do setor produtivo. “Nós trabalhamos para propiciar ambiente favorável para a vinda de empresas para o Estado”, ressaltou, acrescentado que, desde quando obteve o CNPJ, a GID Têxtil esta sindicalizada. “Os executivos são líderes que não estão apenas preocupados com o empreendimento, mas já demonstram estar empenhados em participar do desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul”, disse.

Francisco Veloso também afirma que a instalação da GID Têxtil vai fomentar a vinda de outras empresas da cadeia produtiva. “A instalação da indústria de fiação deve atrair para seu entorno a instalação de indústrias de malharia, tecelagem, confecção e outros produtos que geram produção dentro da cadeia produtiva do algodão”, disse, acrescentando que o setor deve apresentar evolução nos próximos anos em Campo Grande.

Na avaliação do empresário Luís Guedes, a instalação da GID Têxtil demanda, nesta primeira fase, investimentos da ordem de R$ 17 milhões, sendo que a capacidade produtiva será de 160 toneladas de fios por mês. “Serão duas áreas construídas de 12 mil m² no Pólo Industrial Oeste. O projeto final, no entanto, contempla 27 mil m² de área construída, divididos em quatro fases”, disse, acrescentando que na decisão de se instalar em Mato Grosso do Sul, somada aos incentivos fiscais, também pesou a proximidade das lavouras de algodão.

Ainda segundo ele, a empresa, com vivência superior há 20 anos e que hoje está voltada para o mercado internacional de fios, pretende iniciar a produção em Campo Grande no mês de julho. “Vamos trazer máquinas de altíssima geração, lançadas na Europa no ano passado”, informou, pontuando que conta com a parceria do Senai e do Sindivest/MS para a formação da mão-de-obra. “Vamos trazer profissionais para atuar em funções estratégicas e neste primeiro momento vamos necessitar de pessoas qualificadas em operações produtivas”, concluiu.

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