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Capital tem menor inflação dos últimos 22 meses

8 JUL 10 - 08h:23
ADRIANA MOLINA

A inflação em Campo Grande caiu pela primeira vez em 22 meses após o susto do início deste ano, quando a alta nos preços chegou a 1,34%, em janeiro. Em junho, alimentação mais barata derrubou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-CG), que fechou em alta de 0,09%, cerca de um terço do registrado em maio, que foi de 0,25%. No mesmo mês do ano passado, o índice foi parecido: 0,12%. O acumulado de janeiro a junho é de 3,05% − ainda abaixo da meta prevista pelo Banco Central do Brasil (BCB) para todo o ano, de 4,5%.
Os números comprovam que a medida do governo federal, de aumentar a taxa básica de juros, a Selic, passando de 8,75% para atuais 10,25% ao ano, está gerando bons resultados na economia brasileira. O coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp-Anhanguera, Celso Correia de Souza, explica que nesse ritmo, não será necessário chegar aos 11%, como previsto pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).
“Acredito que não será preciso mexer na taxa básica de juros novamente. Se continuarmos assim, entre setembro e outubro poderemos até ter um cenário de queda da Selic, chegando ao antigo patamar por conta da estabilização da inflação”, pondera. Além da Selic, a trégua das chuvas e clima mais ameno em regiões produtoras de alimentos contribuíram para reduzir o IPC em Campo Grande.
Em junho, o grupo alimentação registrou índice de -0,72%. Hortifrútis, cuja produção tinha sido reduzida pelo excesso de chuvas e carne, que vive momento de entressafra e que por conta disso normalmente teria seu preço elevado, apresentaram contribuições negativas, com fortes quedas principalmente nos preços da beterraba (-18,51%), batata (-18,08%), repolho (-16,49%) e pimentão (-14,20%). Oito cortes de carne bovina caíram expressivamente, entre eles a ponta de peito (-4,60%), o músculo (-4,47%) e o cupim (-3,96%). O pernil suíno e o frango congelado também revelaram quedas nos preços de -0,26% e -1,24%, respectivamente.

Altas
Ficaram mais caros os itens do grupo despesas pessoais (o que registrou a maior alta entre os grupos), alcançando 1,81%. Produtos como cigarros, mensalidades de clubes e papel higiênico subiram 5,67%; 4,96%; e 3,21%, respectivamente. Vestuário e Saúde inflacionaram 0,49% e 0,46%, sendo as maiores altas na calça comprida masculina (3,84%), sapato masculino (2,27%), anti-infecciosos e antibióticos, com índice de 1,13%; e planos de assistência médica, com 1%.
O grupo educação, apresentou inflação moderada, de 0,27%, ocasionada, principalmente, por aumentos nos preços de artigos de papelaria, em torno de 2,56%. Já habitação registrou índice médio de 0,14%, com maiores variações positivas no DVD ou VHS, com 5,29%; na lâmpada elétrica, com 3,36%; e sabão em barra, com 2,35%. Finalmente, o grupo Transportes fechou junho com pequeno aumento de 0,09%, provocado por alta no preço da gasolina, em média de 0,52%.
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