quarta, 18 de julho de 2018

LINHA DE CHEGADA

Candidatos fazem corpo a corpo na véspera das eleições

2 OUT 2010Por Lidiane Kober00h:40



Com o fim do prazo para realizar comícios, reuniões políticas e propaganda eleitoral na televisão, os candidatos fazem corpo a corpo nos dois últimos dias antes da eleição. José Orcírio dos Santos (PT) caminha em Campo Grande, confiante em uma reviravolta. Ontem, ele passou pelos bairros Mata do Jacinto e Maria Aparecida Pedrossian e hoje andará no centro da Capital e depois visitará assentamento em Sidrolândia e Terenos. Enquanto isso, André Puccinelli (PMDB) continua percorrendo o interior do Estado. O peemedebista caminhou em Anaurilândia e Batayporã.
Apesar de estar em desvantagem na corrida pela sucessão estadual, como apontam as últimas pesquisas de opinião pública, o petista está motivado. “Amanheci hoje (ontem) convencido de que vamos ganhar as eleições”, declarou. Ele acredita na vitória por apostar em resultado positivo nos dois principais colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul: Campo Grande e Dourados. “Derrubamos as duas últimas fortalezas do André: estamos ganhando a eleição na Capital e em Dourados”, arriscou.
Segundo a assessoria do candidato do PMDB, Puccinelli viajou para Batayporã e Anaurilândia a fim de cumprir agenda de governador. Ele foi conferir os estragos causados pelas chuvas nos dois municípios e prometeu recursos para recuperar o pavimento asfáltico, construção de fossas sépticas, refazer pontes e estradas vicinais na zona rural. Um dia antes, ele comandou comício em Naviraí e hoje pode participar de bandeiraço na Avenida Afonso Pena, nos cruzamentos com a Avenida Calógeras e com a Rua Pedro Celestino.
Enquanto isso, o candidato do PSOL, Nei Braga, seguiu sua rotina de atendimento em sua lanchonete no centro de Campo Grande.

Fiscalização
Preocupado com casos de compra de votos, ontem à tarde, Orcírio também foi à Polícia Federal para pedir rigorosa fiscalização no dia das eleições. Desconfiado, ele chegou a requerer a designação de uma equipe para acompanhar os passos do governador André Puccinelli. Para embasar o pedido, ele lembrou do caso “da professora flagrada panfletando em uma escola e de posto de combustível fechado por distribuir gasolina”, patrocinado por candidatos da coligação Amor Trabalho e Fé, em troca de votos.
Horas antes, na parte da manhã, representantes do Fórum de Combate à Corrupção foram ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) protocolar documento solicitando “providências para garantir eleições seguras”. As entidades também requisitaram o envio de forças federais para garantir a normalidade das eleições no Estado.
Inicialmente, os manifestantes pretendiam protestar na governadoria contra suposto esquema de pagamento de propina a autoridades, mas o forte aparato policial montado no local afugentou o grupo. Na próxima quinta-feira, as entidades voltam a se reunir para programar novos atos.

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