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Campo Grande - MS, quarta, 14 de novembro de 2018

INVASÃO DO JORNAL

Candidatos a prefeito comparam atitude da juíza à ditadura militar

1 SET 2012Por JÉSSICA BENITEZ09h:15

Os candidatos a prefeito de Campo Grande compararam a situação ao período militar vivido pelos jornalistas no País, condenando a decisão da juiza Elizabeth Rosa Baisch, da 36ª Zona Eleitoral, de mandar a Polícia Federal invadir o Correio do Estado, na noite da última quarta-feira (29), para impedir a publicação de uma suposta pesquisa de intenção de voto, que nem estava no jornal.

O deputado federal Edson Giroto (PMDB) classificou a atitude como injusto. “Quem respeita as instituições e a democracia tem que ter um rito de respeito. Como maior autoridade da Justiça Eleitoral neste momento, ela deveria pedir informações ao grupo Correio do Estado, analisar os dados e aí sim exercer de fato sua função, sendo a Justiça isenta, ouvindo os dois lados, fazer jus as duas balanças onde há equilíbrio”, diz o peemedebista. Ele ainda reforçou “voltei à época onde eu defendia a liberdade de imprensa. Acho que vou ter que ir pra rua defender de novo”.

“Arbitrária, arrogante e prepotente”, foi assim que o deputado federal Vander Loubet (PT) definiu a conduta opressora da magistrada. Para o candidato todos têm o direito de questionar qualquer pesquisa, entretanto não da forma como ocorreu. “Isso é ruim para a democracia. Sabemos que não é culpa da PF que só executou a ordem, e sim da Justiça Eleitoral que está exagerando. Daqui a pouco estaremos novamente em plena ditadura”, desabafa o petista. O candidato reforça que a lei deve ser cumprida, porém sem excesso.

Um dos autores da representação para impedir a publicação da pesquisa, o deputado estadual Alcides Bernal (PP), garantiu que não teve a intenção de prejudicar o veículo e justificou o pedido como uma forma de proteger o jornal. “O Correio do Estado é extremamente respeitado, o principal jornal de nosso Estado, por isso não permito que uma pesquisa que seja questionável venha a usar esse importante meio de comunicação para divulgar um fato que pode ser distorcido”, argumentou.

O radialista ainda reforçou que é totalmente contra qualquer tipo de arbitrariedade e que cabe ao jornal e ao jornalista, que presenciaram tal excesso da força policial, denunciar. “Os agentes da lei têm que agir, não pode exceder o limite. Não posso afirmar se de fato houve excesso, pois não estava presente, não posso acusar isso seria leviano”, explica.

Ao contrário da atitude de Bernal, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), da coligação “Novo Tempo”, que também é parte da representação, preferiu não se pronunciar. Por meio de sua assessoria o tucano negou falar a respeito do episódio ocorrido no jornal, se isentando da parcela de responsabilidade diante do que aconteceu.

O vereador Marcelo Bluma (PV), outro candidato a prefeitura da Capital, foi procurado pela reportagem, porém não retornou. 

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