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Campo Grande - MS, sexta, 16 de novembro de 2018

Candidato pode comprar seguidores no Twitter

4 JUL 2012Por band04h:00

Em busca de popularidade nas redes sociais da internet, políticos de todas as partes do Brasil se tornaram público-alvo de empresas que vendem seguidores-fantasmas no Twitter. Com um depósito de R$ 1,5 mil, é possível ganhar 50 mil novos “followers” artificiais m apenas três horas. 

 

A divulgação é feita em diversos sites e perfis do próprio microblog. Para entender o funcionamento da atividade, o fez contato por telefone com uma das empresas que oferecem pacotes de seguidores- fantasmas. Na ligação para Londrina (PR), Márcio Demari oferece, sem saber que estava sendo gravado, seguidores e um software que envia mensagens de texto para celulares. 

 

Só o programa de computador custa R$ 1,8 mil. Já os pacotes são vendidos a partir de R$ 500 (10 mil seguidores). Uma hora após o primeiro contato, a reportagem tornou a ligar para Demari, identificando-se. Ele justificou que a atividade é legal e informou que não é o único a vender o serviço.

 

“Em cada esquina têm empresas vendendo seguidores. Existe muita coisa mais útil, a começar por avaliar os candidatos do seu Estado”, criticou Demari. Os “followers” são divididos em dois grupos: os reais e os “zumbis” – ou inexistentes. No primeiro grupo estão usuários do Twitter que se cadastram em sites de troca de seguidores,

permitindo aos responsáveis usar o perfil para seguir outros em troca de novos seguidores.

 

Já os zumbis são usuários irreais, criados por programas de computador. Geralmente não têm fotos e os nomes são compostos por números. Quem compra seguidores no Twitter normalmente passa a seguir o mesmo número de pessoas, o que evidencia a compra de seguidores artificiais.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, não é possível afirmar que a compra e venda de seguidores por candidatos configure uma ilegalidade “É preciso haver uma denúncia para que a situação seja apurada e julgada”, informou a assessoria de imprensa do órgão. 

Na resolução 23.370 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o artigo que trata da propaganda eleitoral pela internet proíbe a “venda de cadastro de endereços eletrônicos”, mas não especifica se a Justiça entende perfis no Twitter como endereço eletrônico. 

A compra de “followers” é avaliada como um erro pelo cientista político Paulo Moura, coordenador do curso de Ciências Sociais da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil). “Só um candidato mal assessorado faz isso. Que vantagem tem para um candidato a vereador de Porto Alegre ter seguidores de cidades distantes? O efeito pode ser o contrário. 

As pessoas querem acompanhar pessoas reais tuitando. Se percebem q

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