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Campo Grande - MS, sexta, 14 de dezembro de 2018

AUMENTO

Campograndense paga 1,73% mais caro na cesta básica

1 ABR 2011Por DA REDAÇÃO20h:00

O custo da Cesta Básica Alimentar Individual em Campo Grande registrou um acréscimo de 1,72% no mês de março em relação ao mês anterior. De acordo com a pesquisa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, do Planejamento, e da Ciência e Tecnologia (Semac), no terceiro mês do ano o conjunto de 15 itens de gêneros alimentícios básicos necessários ao consumo de um indivíduo custou R$ 252,08; em fevereiro, esse valor foi de R$ 247,81.

As variações acumuladas registraram percentuais positivos: nos últimos 12 meses, 10,81%; nos últimos seis meses, 16,28%, e no acumulado do ano, a cesta básica subiu 5,50%.

No mês de março seis produtos registraram alta. O tomate, mais uma vez, lidera a elevação de custo, com índice de 9,19%. Também tiveram acréscimo: alface, 6,37%; batata, 5,51%; carne, 1,87%; óleo, 1,66% e arroz, 0,76%.

Quatro produtos acusaram queda de preço: feijão, 7,26%; macarrão, 4,31%; margarina, 2,66%; e banana, 0,68%. Pão, sal, laranja e leite mantiveram seus preços inalterados.

A avaliação dos pesquisadores indica que a variação climática, com muitas chuvas no período, prejudicou as lavouras do tomate - fazendo o produto se manter na liderança de altas, a exemplo da pesquisa anterior – e também da alface.

Os estoques no mercado interno do feijão continuam elevados devido à concentração da colheita que aumentou seu volume, ocorrendo assim queda de preço de 7,26%. E, com a falta de promoção nos estabelecimentos pesquisados, o macarrão retornou ao seu preço normal, o que causou aumento de preço de 4,31%.

Semestre

A pesquisa da Semac também avalia o acumulado de preços. Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: tomate, alface, açúcar, laranja, banana e óleo. Em queda, se destacam: feijão, arroz, batata, macarrão e leite. A boa notícia é que o arroz e o feijão pelo segundo mês consecutivo estão entre os produtos de maiores reduções – os dois produtos são os de maior peso de consumo nos hábitos alimentares dos brasileiros.

Quanto à renda mensal, a pesquisa constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 545,00 comprometeu em março 46,25% do seu salário para aquisição da Cesta Alimentar (um pouco a mais que no mês anterior, quando o comprometimento representava 45,89%).

Família

A Semac também pesquisa mensalmente o custo da Cesta Básica recomendada para uma família com cinco indivíduos. Em março a cesta familiar (com 32 produtos de alimentação, cinco produtos de higiene pessoal e sete produtos de limpeza doméstica) registrou a importância de R$ 1.079,69, o que equivale a uma variação positiva de 1,78% em relação ao levantamento de fevereiro, quando o custo foi de R$ 1.060,79.

Quanto à variação acumulada, a alta é de 7,31% nos últimos doze meses; 9,83% nos últimos seis meses, e de 3,83% nestes primeiros meses de 2011.

Entre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 25 apresentaram alta, seis tiveram queda de preço, e 13 produtos mantiveram seu preço inalterado.

No grupo Alimentação, a pesquisa constatou a alta de 1,95%, sendo os principais produtos em alta: cenoura 12,14%; abobrinha 10,38%; cebola 10,00%; tomate 9,20%; mamão 7,25%; alface 6,37%; batata 5,51%; mandioca 4,81% e ovos 4,39%. Os produtos em queda foram: feijão, 7,21%; macarrão, 4,30%; margarina, 2,74%; doces, 1,50%; banana, 0,72%; manteiga, 0,28%; e alho, 0,22%. Os produtos que não registraram alteração de preços foram: pão francês, pão doce, açúcar, sal, laranja e leite.

A safra da cenoura 12,14% e da abobrinha 10,38% tiveram menor produtividade devido às chuvas em excesso ocorridas no período com o menor volume no mercado interno, aumentando seus preços. A margarina registrou queda de preço de 2,74% devido ao menor consumo, o que aumenta o volume no mercado interno, pressionando seu preço. Ofertas de algumas marcas de doces foram as responsáveis pela queda do produto em 1,50%.

O grupo Higiene Pessoal registrou uma variação positiva de 0,06%. Os produtos que colaboraram para esta alta foram: dentifrício, 2,22%; lâmina de barbear, 1,17%; e absorvente, 0,53%. Os produtos que reduziram de preço foram: papel higiênico, 2,86% e sabonete, 1,49%.

No grupo Limpeza Doméstica, a pesquisa assinalou uma queda de 1,09%, destacando os seguintes produtos: sabão (pó), 3,18%; detergente, 2,00% e esponja de (aço), 1,50%. Os produtos que registraram altas foram: desinfetante, 3,98%; sabão em barra, 1,52%; água sanitária, 0,67%; e cera 0,12%.


 

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