Terça, 20 de Fevereiro de 2018

EXPECTATIVA

Campo-grandense quer mais verba para saúde e educação

2 NOV 2010Por Fernanda Brigatti03h:05

A preocupação do campo-grandense, com a eleição de Dilma Rousseff (PT) para a Presidência da República, é com a continuidade dos acertos nos oito anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo aqueles que não votaram em Dilma defendem a manutenção da meta das políticas sociais, o incremento do combate às drogas e das verbas para saúde e educação.

A estudante Elizabeth Cristina Nepomuceno, 17 anos, acredita que o fato de o Brasil eleger, pela primeira vez, uma mulher para presidente terá impacto nas políticas públicas de gênero. "Espero bastante novidade, principalmente na questão da Lei Maria da Penha, contra violência doméstica. Acho que será melhor para as mulheres", disse.

Ela aposta também em uma maior sensibilidade feminina no poder. "Os homens querem melhorias financeiras. As mulheres é que pensam nos detalhes, nas outras coisas", afirmou.

Também estudante, Nicolas Samaniego Pires, 17, não votou neste ano. No primeiro turno, a candidata verde Marina Silva era, para ele, a esperança de alguém "que daria um jeito no Brasil". Agora, eleita Dilma Rousseff, ele quer ver avanços educacionais. "O único jeito de um País se desenvolver é com a educação. É necessário ter profissionais bons nas salas de aula", disse.

É a educação também que preocupa o aposentado Dionísio Freitas, de 70 anos. Além de desejar investimentos no setor, ele reúne suas expectativas para torcer pela continuidade dos avanços iniciados por Lula. "Ele fez muito bem (seu governo). Agora tem que continuar", afirmou.

 Riscos
A decisão do governador reeleito André Puccinelli (PMDB) de apoiar o candidato derrotado José Serra (PSDB) preocupa alguns. O motorista Aguimar Lopes de Souza acredita que isso prejudicará o investimento federal em Mato Grosso do Sul a partir de 2011. "Espero que ela cumpra tudo o que prometeu, mas acho que ela vai querer acusar o apoio do André para o Serra", avalia.

Para ele, educação e segurança precisam ser as grandes preocupações da presidente eleita. "Nossa segurança anda precária. A gente raramente vê uma viatura passar", disse.

 Tratamento
Diferente do motorista, o comerciante Valdir Bueno Soares aposta que Dilma, no Planalto, se comportará a exemplo do que fez o padrinho político e mais importante cabo eleitoral. "Eu acho que ela vai fazer igual ao Lula e vai tratar bem o Estado", disse.

O comerciante acredita que também o governador reeleito buscará harmonia com o governo federal, ultrapassando as questões eleitorais. Ele defende ainda que a presidente trate melhor de saúde, educação e segurança. Bueno relatou que ainda nesta semana, teve a casa em que mora com a família atacada e aguardou a Polícia Militar por quase três horas. "Ela disse que vai dar continuidade, mas tem que melhorar muita coisa ainda", afirmou.

 Herança
A influência do presidente Lula é constantemente lembrada. Estudante de pedagogia, a nordestina Audaleide Santos, de 51 anos, classificou o trabalho de Lula como inquestionável. "Hoje a gente tem acesso a tudo. Ele fez um bom trabalho", disse. Agora, diz ela, fica a torcida pela manutenção das melhorias iniciadas pelo presidente petista. "Eu espero a continuidade dos projetos sociais do presidente Lula", disse.

Ela defende também que Dilma Rousseff dê atenção ao combate às drogas, à qualidade na educação, a um sistema inclusivo nas escolas e no mercado de trabalho. "É importante o crescimento dos projetos sociais, que isso seja continuado e seja trabalhado ainda mais", afirmou.

A herança do presidente Lula é que deve garantir a Dilma um bom governo, avaliou o estudante Dirceu de Oliveira. "Espero que continue o que foi, né", disse.

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