terça, 17 de julho de 2018

Campo Grande registra inflação de 0,43%

7 ABR 2010Por 23h:27
ADRIANA MOLINA

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) registrou, em março, elevação de 0,43%, fazendo com que a inflação acumulada apenas nos três primeiros meses de 2010 já atinja quase metade da meta prevista para todo o ano pelo governo federal. São 2,2% de janeiro a março, enquanto a expectativa nacional continua em 4,5% para os 12 meses, com projeções econômicas apontando algo em torno dos 5,2% ao final do período.

Embora pareça preocupante, para o economista Áureo Torres, o fato pode ser interpretado, ao contrário da lógica, como positivo para a cidade. Isso porque a Capital tem hoje uma das maiores rendas do Brasil, com Produto Interno Bruto (PIB) per capita de R$ 12.346,00 ao ano. “O fator renda elevado dá condições para o consumo e atrai empresas, que se instalam e prosperam por aqui. Por outro lado, o aumento de empresas gera concorrência, pressionando a inflação e regulando o índice”, explica.

Mas, caso a prospecção do economista não se confirme, e o custo de vida comece a ser desproporcional à renda per capita, o governo federal contará com medidas mais rápidas para se conter a inflação: a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), hoje de 8,75%. Aumentando o percentual de juros, o crédito é dificultado, o consumo diminui e entra e ação a lei de oferta e demanda, reduzindo a inflação.

Até agora o governo, que chegou a cogitar acréscimo na Selic ainda não o fez, estimando que a inflação em alta esteja ligada à sazonalidade do início de ano. “É preciso ter cautela em relação a isso. Hoje a taxa Selic tem proporcionado momento de consumo aquecido, com crédito facilitado e a longo prazo. A prestação cabe no orçamento do consumidor. Com o aumento dela, o acesso ao crédito fica mais difícil, reduzindo o consumo, porém, a inadimplência também cresce por conta dos altos juros e consumidores despreparados”, diz.

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