Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

Ranking

Campo Grande é uma das capitais com mais risco de morte no trânsito

15 DEZ 2010Por bruno grubertt05h:15

Campo Grande é uma das cinco capitais brasileiras que mais ofereceram risco de mortalidade no trânsito. Em uma espécie de ranking elaborado pelo Ministério da Saúde, com base nas causas de óbitos no Brasil, Campo Grande figurou em quarto lugar, entre as cinco com mais riscos de acidentes fatais. Em primeiro aparece Porto Velho (RO), seguida por Boa Vista (RR), Palmas (TO) e, em quinto lugar, Cuiabá (MT).

Os dados do Saúde Brasil 2009 foram divulgados ontem, em Brasília, pelo Ministério da Saúde e mostram que, em Campo Grande, ocorreram cerca de 30 mortes relacionadas ao transporte e trânsito para cada grupo de 100 mil habitantes. A melhor colocação ficou com o município do Rio de Janeiro, onde foram registradas 5 mortes no trânsito em cada grupo de 100 mil habitantes.

A capital sul-mato-grossense está entre as únicas onde as taxas de mortes por acidentes superaram as por homicídio, junto com Florianópolis (SC), Teresina (PI), Boa Vista (RR) e Palmas (TO).

No Brasil, no universo das mortes ocasionadas por causas externas, ou seja, que não são resultado de doenças, 27% das pessoas morrem em acidentes de trânsito e 26% por ferimentos causados por armas de fogo. O relatório mostrou que, enquanto a taxa de mortalidade dos pedestres e motoristas caiu ao longo dos anos, tem aumentado a proporção de motociclistas mortos em acidentes de trânsito.

O levantamento aponta, também, que quanto mais idoso é o pedestre, maior é o risco de ele morrer no trânsito. O mesmo não ocorre com motociclistas e motoristas — nos motociclistas o risco se concentra entre 15 e 39 anos.

Homicídios
O número de  homicídios em Mato Grosso do Sul caiu 14,9%, se comparados os triênios de 2001 a 2003 e 2006 a 2008, segundo o Ministério da Saúde. No ranking elaborado levando-se em conta a taxa padronizada, ou seja, o número de homicídios relacionado a grupos de 100 mil habitantes. Campo Grande apareceu com o sexto menor risco de mortes por homicídios.
Maceió (AL), Recife (PE), Vitória (ES), Salvador (BA) e Belém (PA) aparecem com os maiores riscos; Palmas (TO), São Paulo (SP), Teresina (PI), Rio de Janeiro (RJ) e Florianópolis (SC) com os menores.

Doenças crônicas
Assim como em todo o País, o número de mortes causadas por diabetes aumentou em Mato Grosso do Sul. Em 1996 a taxa anual era de 23 mortes para cada 100 mil habitantes. Em 2003, a taxa teve elevação de 30%, passando a 30. No País, o aumento foi de 10%.

Já o número de mortes causadas por outras doenças apresentaram diminuição, tanto no Estado quanto no Brasil. As doenças crônicas não transmissíveis como problemas pulmonares, por exemplo, tiveram redução de 14% no Estado e 16% em nível nacional. Já as doenças cardiovasculares tiveram redução de 23% no Estado e 26% no País.

O Ministério da Saúde atribui a queda desses números à redução do tabagismo no Brasil e à melhor instrução da população. Já o aumento das mortes por diabetes pode estar relacionada à obesidade. (BG)

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