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Campo Grande é a 20ª cidade do País em consumo, mostra pesquisa

4 MAI 10 - 07h:41
Rosana Siqueira

Campo Grande subiu uma posição no ranking de consumo entre as principais cidades brasileiras, segundo estudo divulgado ontem pela empresa IPC Target. A Capital sul-mato-grossense passou de 21ª para 20ª no ranking, com o IPC (índice de potencial de consumo) calculado em 0,50760. Com a classificação, Campo Grande supera capitais como Natal, Florianópolis e Cuiabá e cidades de grande porte como Ribeirão Preto e Londrina.

O levantamento mostra que os 50 maiores municípios brasileiros responderão por 45,8% do consumo nacional, em 2010. No ano passado, estes municípios eram responsáveis por 43%. São Paulo e Rio de Janeiro lideram o ranking do País e ganharam participação no índice entre 2009 e 2010, fato que não ocorria há muito tempo, devido a descentralização do consumo das capitais para o interior, na época. Neste ano, São Paulo responderá por 9,64% e o Rio de Janeiro por 5,87% do consumo nacional – no ano passado os indicativos eram de 8,53% e 5,31%, respectivamente.

Em 2010, Brasília passa a ser a 3ª maior cidade brasileira, com o IPC estimado em 2,17749, superando Belo Horizonte (com o índice de 2,13816), que cai para a 4ª posição. Destacam-se ainda Porto Alegre (voltou a ser a 7ª cidade do País, com uma participação de  1,47591 – estava em 8ª no ano passado), Campinas (SP) passa a ocupar a 9ª posição, com o IPC previsto de 0,99275 (saltando da 13ª, com  0,84645, em 2009) e Manaus, que subiu para 11º  lugar, com índice previsto de 0,86110 – em 2009, estava em 14º.

Fortaleza e Recife mantêm-se entre as 10 maiores, mas com leve declínio,  O mesmo ocorreu com Goiânia e Belém (11ª e 14ª do ranking, respectivamente).

Classes
O estudo mostrou também que a classe C será responsável por 27,7% de tudo o que será consumido no Brasil em 2010. Os dados mostram que essa parcela da população vai absorver R$ 579,7 bilhões do consumo nacional, “elevando seu poder de compra em relação a 2009, quando essa cifra era de R$ 532,2 bilhões”, observa o diretor da empresa responsável pelo estudo, Marcos Pazzini.

Ele afirma, porém, que a classe C tem grande tendência de segmentação. A C2, por exemplo, consumirá R$ 211,4 bilhões – comportamento mais próximo dos parâmetros de consumo das classes D e E, de menor poder aquisitivo e base da pirâmide social.
Já as classes C1 e B2, que representam a classe média, consumirão no total R$ 863,9 bilhões. A primeira somará R$ 368,2 bilhões, enquanto a B2 responderá por 41,4% (R$ 495,7 bilhões) do total previsto para o País em 2010. (RS)
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