Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

COMPRAS A PRAZO

Campanha de recuperação de créditos teve R$ 3,7 mi em acordos

21 DEZ 2010Por VIVIANNE NUNES13h:00

Campanha de recuperação de crédico da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) teve 10.690 acordos feitos este ano com um total de R$ 3,7 milhões em dívidas negociadas. A informação é do gerente do Serviço de Proteção ao Crédito da Capital, Valdineir Ciro de Souza. Segundo ele, o resultado foi positivo e teve um aumento considerável no volume de acordos fechados. Este ano, 103 empresas aderiram a campanha o que representa 58% a mais do que no ano passado.

Normalmente, conforme informações do gerente, 600 pessoas comparecem diariamente junto ao órgão de proteção ao crédito para consultas. Durante a campanha de recuperação de crédito da Associação Comercial, que começou dia 8 de novembro e chegou ao fim no último dia 17, uma média de 1,1 mil pessoas passou pelo local diariamente. Apesar de terem o crédito novamente aprovado, pesquisas feitas pela Associação revelam que 50% não pretendia voltar a realizar compras a prazo.

Ciro explica que o resultado positivo de deve a um aumento de todos os indicadores que, segundo ele, faz com que este seja o melhor Natal da década para o setor no que diz respeito às vendas. A melhora representa 13,65% com relação ao ano passado para o mercado.

A inadimplência também é um fator que, para Ciro, está sob controle em Campo Grande com índice de 5,14% este ano contra os 5,27% do ano anterior. “Isso tudo decorre de fatores econômicos como a baixa inflação, ganhos reais de salário e o nível elevado de empregos. Até novembro foram criados em Mato Grosso do Sul, 28,1 mil novos empregos formais, o melhor índice dos últimos 14 anos, o menor desemprego da série histórica. O temor que o funcionário tem de perder o emprego é o menor em 15 anos”, concluiu.

O gerente cita ainda outros fatores como a baixa do dólar, que deixa os bens de consumo mais baratos, como um dos indicativos para o aquecimento das vendas. A mudança de governo, segundo ele, nãot em sido problema à população. “Pelo contrário, estão todos muito otimistas com relação a isso”, finalizou.

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