LEMBRANÇA

Caminhada homenageia vítimas de incêndio da Boate Kiss

Caminhada homenageia vítimas de incêndio da Boate Kiss
20/01/2014 18:15 - AGÊNCIA BRASIL


A uma semana de completar um ano da tragédia de Santa Maria, cerca de 300 familiares e amigos deram início, hoje (20), a uma série de homenagens às 242 vítimas do incêndio na Boate Kiss. Pela manhã, eles promoveram caminhada silenciosa da Igreja Nossa Senhora de Fátima até o Santuário Basílica Nossa Senhora Medianeira, onde o arcebispo do município, dom Helio Rupert, celebrou uma missa.

Emocionado, o presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Adherbal Ferreira, disse que o ato foi importante para chamar a atenção do Poder Público. “Não podemos deixar cair no esquecimento. Viemos aqui homenagear nossos filhos e cobrar mudanças”.

O coral da Universidade Federal de Santa Maria participou da celebração, marcada também por pedidos de justiça. Com faixas, cartazes e camisetas, familiares levaram fotos dos jovens e pediam punição aos acusados. Hoje, ninguém está preso. Os quatro principais acusados, os sócios da boate, Elissandro Calegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão, foram soltos em maio. 

Também em memória dos jovens mortos no incêndio, ocorrerá a partir de sábado (25) o 1º Congresso Internacional Novos Caminhos, que debaterá a prevenção e a segurança para que não acorram novas tragédias. O encontro terminará no dia 27, quando o incêndio da Kiss completa um ano. O dia será dedicado a uma série de homenagens.

O incêndio na Boate Kiss ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, causando a morte de 242 pessoas e deixando mais de 620 feridas. O fogo começou durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, quando um dos músicos acendeu um artefato pirotécnico no palco. A espuma usada para abafar o som do ambiente era imprópria para uso interno e produziu substâncias tóxicas, como cianeto, o que causou a maioria das mortes. A boate funcionava com documentação irregular e estava superlotada.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".