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IMPACTO

Câmbio pode atrapalhar ampliação da International Paper em Três Lagoas

14 ABR 2011Por Ana Maria Barbosa, de Três Lagoas22h:32

O preço do dólar no Brasil foi levantado como o principal entrave para a expansão da fábrica de papel International Paper (IP), durante visita do cônsul dos Estados Unidos, Thomas Patrick Kelly, ao site da empresa, em Três Lagoas, hoje.

O presidente da IP para a América Latina, Jean-Michel Ribieras, afirmou que até janeiro de 2013 a empresa realizará estudos para dobrar a produção de papel em Mato Grosso do Sul, o que representaria investimentos de U$ 300 milhões, mas o cenário atual, com o dólar baixo, é um problema, sobretudo porque a produção do papel visaria o mercado externo. Hoje, a capacidade é de produção de 200 mil toneladas de papel por ano e as exportações representam 50% dos negócios da fábrica da IP em Três Lagoas.

“Nós produzimos em reais e exportamos em dólar, o que representaria de 30 a 40% de perda de rentabilidade por causa do câmbio. Teremos que eleger novos mercados, ser mais seletivos e buscar mercados mais próximos, como a América Latina, que hoje seria essencial para o crescimento da fábrica de Três Lagoas”, afirmou Ribieras.

Ribieras recebeu o cônsul para uma visita à primeira fábrica de papel da IP fora dos Estados Unidos. Kelly está percorrendo empresas de matriz norte-americana em cinco estados, sendo sua primeira visita a Mato Grosso do Sul, para estreitar laços. Citando a fama mundial do Pantanal, de Bonito e dos produtos agropecuários do estado, afirmou que também procura aprofundar conhecimentos sobre futuros negócios industriais.

“Pretendo ter um entendimento mais profundo do estado, que está crescendo muito, melhorando suas exportações. Tenho muito otimismo nas nossas relações comerciais e econômicas, que podem ser incrementadas”, afirmou Kelly.

Além da área comercial, o cônsul expressou interesse em cooperação na área da educação com o estado, principalmente com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, onde fará palestra. Amanhã, ele deve se reunir com o governador André Puccinelli e com o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, para ouvir deles em que setores as relações comerciais podem ser intensificadas.

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