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PEDIDOS

Câmara receberá
12 ministros

25 FEV 14 - 14h:30AGÊNCIA CÂMARA

      Chinaglia falou sobre desdobramentos do encontro no Palácio do Planalto (Foto: Agência Câmara)

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), comentou nesta terça-feira (25), os desdobramentos do encontro que reuniu ontem (24), no Palácio do Planalto, diversos líderes governistas da Câmara, o presidente em exercício, Michel Temer, e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais – SRI).

Segundo Chinaglia, a reunião serviu principalmente para os líderes apresentarem suas demandas diretamente ao Executivo, uma vez que muitos reclamavam uma maior aproximação. Ele disse ainda que diversos líderes alegam que não conseguem falar com determinados ministros e criticam o não cumprimento, por parte de alguns ministérios, do compromisso de liberar recursos para emendas, por exemplo, para atender demandas de municípios.

“O encaminhamento dado ao final da reunião foi de que pelo menos 12 ministros virão na liderança do governo para se reunir com todos os líderes da base e, em seguida, vão atender todos os deputados que manifestarem interesse em dialogar com um ministério”, disse Chinaglia, acrescentando que a vinda dos ministros à Câmara deverá ocorrer após a semana do carnaval.

Apesar da mobilização do Executivo para atender a demandas de líderes da base aliada, PMDB, PP, PR, PTB, PDT, Pros, PSC e o oposicionista Solidariedade, que somam mais de 250 dos 513 deputados, formaram um bloco informal para atuar de maneira independente. Hoje, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, afirmou que a formação desse bloco informal não significa o movimento de oposição à presidente Dilma. O bloco terá sua segunda reunião nesta tarde.

Liberação de recursos

Em relação ao descumprimento do acordo para liberação de recursos, o líder do governo disse que Secretaria de Relações Institucionais deverá realizar um “pente fino” para descobrir quais ministérios deixaram de cumprir suas obrigações. “Nós demos razão aos líderes nesse ponto. Porque ou foi deliberado ou o ministro não cuidou da pasta. Em qualquer caso não merece aplausos”, disse.

Chinaglia acrescentou que a SRI já deve ter um levantamento de que quais ministérios tiveram problemas. “Eu até tenho [esse levantamento], mas não vamos divulgar”, completou o líder do governo, ao defender o pagamento das emendas empenhadas que estão em atraso.

“Resultado positivo”

O líder do PSD, deputado Moreira Mendes (RO), também destacou como positivo o resultado da reunião no Planalto. Ao deixar a reunião de líderes da base nesta manhã, Mendes destacou a presença da ministra Ideli na Câmara. “O governo entendeu que é preciso mudar essa relação. Prova disso foi a vinda da ministra hoje aqui na reunião, colocando na prática o que definimos ontem”, disse o deputado, que vê na possibilidade de diálogo uma saída.

Depois de ser um dos formuladores do bloco informal, o PSD recuou e deixou a formação que atuará de forma independente na Câmara. Mesmo assim, o líder do PSD concorda que é pública a dificuldade de diálogo entre os deputados e o Executivo. “Há um curto-circuito nas relações do Executivo com a Câmara, sobretudo com relação às emendas e aos vetos, que sofreram ingerência do governo para não permitir que eles fossem discutidos com liberdade na Casa”, disse Mendes.

Pauta estratégica

O líder do governo na Câmara informou ainda que a ideia da reaproximação com os ministros é também buscar um acordo entre Legislativo e Executivo para uma pauta estratégica para o primeiro semestre. “Nós não queremos que a Câmara e o governo, cada um no seu papel, tenham limitações em ano eleitoral”, disse.

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