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REUNIÃO

Câmara de bovinocultura debate cheia no Pantanal

26 ABR 11 - 14h:04da redação

A Câmara Setorial da bovinocultura e bubalinocultura realizou ontem mais uma reunião ordinária na Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo (Seprotur).

Um dos assuntos abordados na reunião ordinária da Câmara foi a enchente no Pantanal que, segundo o coordenador da Câmara, José Lemos Monteiro, é a maior de todos tempos. “Dados mostravam que a maior enchente havia sido em 1976. Hoje a água no Pantanal já supera em um metro e meio a marca desse ano”. O coordenador da Câmara também exibiu fotos que mostram pistas de aviação, estradas e propriedades inteiras embaixo d’água. Para José Lemos Monteiro, pelo menos 10% do rebanho pantaneiro vai precisar de algum tipo de recurso para enfrentar esse período.

A campanha de vacinação de maio contra a febre aftosa também foi discutida entre os conselheiros da Câmara. O gerente de inspeção e defesa animal da Iagro, José Mário Pinese, esclareceu as principais dúvidas sobre como ficam os prazos para a vacinação e o ajuste do rebanho diante da realidade atual no Pantanal. “Estamos recebendo muitas ligações dos produtores. O que podemos afirmar é que não existe previsão de prorrogação do prazo mas vamos buscar outras soluções para que esses produtores que não conseguirem vacinar seus rebanhos não sofram penalidades por conta das intempéries do clima. Vamos ter que ir acompanhando a situação porque não podemos adotar um posicionamento único para as diferentes regiões”, explicou Pinese.

José Lemos Monteiro aproveitou a oportunidade para expor aos conselheiros uma preocupação recente do setor motivada por uma reportagem publicada em uma revista de circulação nacional. Segundo a matéria jornalística, uma empresa estaria usando uma variedade de vírus exótica ao continente americano para produzir vacinas contra febre aftosa na Argentina, colocando em risco a sanidade animal na América do Sul. “O Brasil é o maior exportador de carne do mundo e não podemos correr esse risco. O setor pecuário precisa se mobilizar e acionar nossas autoridades”. O gerente de Inspeção e Defesa Animal da Iagro, José Mário Pinese, foi ainda mais enfático. “Devemos fazer pressão e pedir ajuda aos Ministérios da Agricultura e de Relações Internacionais porque essa é uma situação extremamente perigosa para o Brasil”.

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