Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

EDUCAÇÃO

Cai liminar que suspendia provas do Enem

13 NOV 2010Por Silvia Tada01h:45

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região derrubou a liminar que suspendia o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, com isso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação, deu prosseguimento às etapas da avaliação que permitirão o acesso de milhares de estudantes a cursos de nível superior oferecidos por universidades públicas e particulares. No fim da tarde de ontem, o gabarito das provas foi divulgado pelo Inep. Hoje, em Campo Grande, alunos participam de manifestação contra a "bagunça" e "incertezas" trazidas com a aplicação do exame.

O Enem estava suspenso desde a última segunda-feira, por decisão da juíza da 7ª Vara Federal do Ceará, Carla de Almeida Miranda Maia, que acatou denúncia do Ministério Público Federal. Durante a aplicação da prova, alguns cadernos apresentaram erros de impressão e isso teria prejudicado os candidatos. Além disso, houve erro no cartão de respostas, que não seguia a mesma sequência das questões.

Ontem, o Inep obteve decisão favorável. O desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria argumentou que a suspensão poderia causar grave lesão à ordem administrativa – o Enem envolve mais de três milhões de estudantes e provocaria alteração no cronograma dos vestibulares das universidades. Pesou na decisão, também, o fato de aproximadamente 0,05% dos candidatos terem sido prejudicados pela má impressão dos cadernos de questões. O MPF pode recorrer da decisão.

Uma nova prova deve ser aplicada para os candidatos que tiveram problemas comprovados com o exame, mas a data ainda não foi definida.

Protesto
Estudantes de Campo Grande realizam protesto, hoje, a partir das 10h, na Praça Ary Coelho, contra o Enem. Eles recolherão assinaturas que serão somadas a outras manifestações realizadas pelo País.

Um dos organizadores é Pedro Carvalho. Segundo ele, houve uma "falta de respeito" com os estudantes com todas essas falhas verificadas durante a aplicação do exame nacional. "Passamos o ano todo estudando, nos preparando para a prova. Deixei de visitar minha família, que mora em outra cidade, para ter mais tempo de preparação. Quando vamos fazer a prova, encontramos esse cenário de bagunça e, agora, incerteza. Não concordamos com isso", argumentou.

A mobilização dos estudantes foi feita nas escolas, por panfletos, e nas redes sociais, pela internet.

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