sábado, 21 de julho de 2018

IBAMA

Cai desmatamentos e produção de carvão em Mato Grosso do Sul

11 JAN 2011Por BRUNA LUCIANER, COM ASSESSORIA00h:01

 

Com um total de 283 autos de infração, somando mais de R$ 51 milhões em multas, o Ibama em Mato Grosso do Sul fecha 2010 centrando a fiscalização em desmatamentos dos biomas Pantanal e Cerrado. O uso de tecnologia como o geoprocessamento tornou mais eficaz o combate aos desmatamentos e à derrubada de mata para a produção de carvão no Estado.

A comparação de imagens de satélite de 2008 com 2010 foi decisiva para o êxito de operações contra desmatamentos, como a Guaicurus, que, em dois meses de atuação, gerou cerca de 30 milhões em multas, embargou mais de 5 mil hectares de áreas desmatadas sem autorização e flagrou outros desmatamentos, que somam mais de 10 mil hectares localizados na BAP (bacia do Alto Paraguai).

A atuação de Ibama/MS está sendo decisiva nos últimos anos para a queda das infrações por desmatamentos e produção de carvão: em 2008, foram 268 autos de infração só para esse tipo de infração. Agora, em 2010, o número de infrações contra a flora caiu para menos de 120 autos.

A maioria dos crimes ambientais praticados em 2010 no Mato Grosso do Sul envolve desmatamentos dos três biomas existentes no estado (Pantanal, a norte e oeste, Cerrado, no centro, e Mata Atlântica, no sul e sudeste). São mais de 32 milhões de reais em multas só no caso de desmatamentos. Infrações contra a fauna, como tráfico de animais silvestres, criatórios irregulares e biopirataria, respondem pelos outros 19 milhões de reais em multas aplicadas pela instituição no estado.

Embora Campo Grande lidere os municípios com mais infratores ambientais (38 casos), Corumbá é o município que mais desperta a atenção do Ibama em Mato Grosso do Sul por concentrar os maiores desmatamentos e sediar o complexo minero-siderúrgico estadual.

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