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Campo Grande - MS, domingo, 21 de outubro de 2018

Caçador usava programa de proteção para acobertar ação criminosa

22 JUL 2010Por 07h:08
Entre os presos na Operação Jaguar está Marcos Antônio Moraes de Melo, filho de Antônio Teodoro de Melo Neto, o Tonho da Onça, conhecido como o mais famoso caçador de onça do Brasil. Segundo a PF, Marcos Antônio e outras pessoas não identificadas transportavam vários cães de raça, típicos para caça de grande felinos. A prisão ocorreu em Sinop (MT).
Tonho da Onça, que em algumas ocasiões auxiliou o Ibama, declarando estar regenerado da fama de caçador e dedicado a trabalhar pela preservação da espécie, também teve prisão temporária decretada pela Justiça, porém ainda não foi localizado. Ele e o filho são acusados de usar a prática de capturar onças para encoleiramento, no contexto do programa Pró-Carnívoros, desenvolvido pelo Ibama, para acobertar atividade de caça clandestina e predatória. Esse procedimento consiste em aplicar a metodologia de caça para localizar os animais, anestesiá-los e então implantar coleira para monitoramento da população de felinos.
Na mesma cidade, a PF prendeu em flagrante por volta do meio-dia de anteontem um grupo de “turistas” que se preparava para participar à noite de um dos safáris promovidos pela quadrilha. Foram detidos quatro argentinos, um paraguaio e um brasileiro, que é policial militar de Mato Grosso. “Acredita-se que não houve abate por causa do tempo frio, já que o grupo estava há algum tempo em Sinop”, disse o superintendente regional da PF de Mato Grosso do Sul, Lara.
Já em Miranda, foram presos o proprietário de um açougue, que, além de ajudar nas caçadas, também comercializava carne de animais silvestres em seu estabelecimento, e o dono de uma chácara que também participava do esquema. As identidades destes oito presos não foram divulgadas.

Punição
Os envolvidos serão indiciados por caça, crime previsto pela Lei de Crimes Ambientais e com pena prevista de seis meses a um ano de detenção, e ainda por formação de quadrilha e porte de arma de fogo de uso permitido e uso restrito. Ao todo, os acusados poderão ser condenados a oito meses de prisão.
De acordo com informações do superintendente regional da PF em Mato Grosso do Sul, José Martins Lara, todos os detidos serão apresentados à Justiça de Corumbá e a Polícia Federal também vai instaurar processo de expulsão dos estrangeiros do País.
Os integrantes da quadrilha também estão sujeitos a pagamento de multa pelo dano ambiental, já que, além de a caça ser prática proibida, esse felino (seja onça-pintada, parda ou negra) está na lista dos animais ameaçados de extinção. Segundo informações do chefe de fiscalização do Ibama de Campo Grande, Luiz Benatti, as sanções administrativas vão ser definidas a partir do material apreendido, que está em fase de levantamento. (DA)
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