Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

EUA

Caça a site e fundador provoca críticas ao 'país das liberdades'

10 DEZ 2010Por FOLHA ONLINE13h:09

O cerco ao WikiLeaks liderado pelos EUA, autoproclamados bastiões da liberdade e da democracia, já motivou duras críticas quanto a uma suposta hipocrisia e arrogância imperial, até entre alguns países aliados na Europa.

Embora o governo americano ainda não tenha feito acusações formais contra o fundador do WikiLeaks --o que deverá fazer--, as críticas a Julian Assange e ao site vão de "terrorismo" a "ataque à comunidade internacional".

Para John Naughton, que escreve no "Guardian" --um dos veículos a receber vazamentos que constrangeram a Casa Branca--, "é uma deliciosa ironia que as assim chamadas democracias liberais estejam clamando pelo fechamento do WikiLeaks".

Há cerca de um ano, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez apaixonado discurso em defesa da liberdade na internet em resposta à ações do governo da China contra o Google.

"Mesmo em países autoritários, redes de informação têm ajudado pessoas a descobrir novos fatos e feito governos mais transparentes", afirmou Hillary, no que para Naughton parece aos olhos de hoje mais uma "sátira".

A pressão dos EUA, que para muitos motivou ações de empresas contra o WikiLeaks, foi ainda criticada por jornais na Alemanha e França e pelo governo russo.
"É como dizem: vaca dos outros pode mugir, já as nossas devem ficar quietas", disse o premiê Vladimir Putin.

Leia Também