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Buracos e lama prejudicam acesso de alunos

21 FEV 10 - 07h:48
Aulas paralisadas por cinco dias e transporte escolar praticamente inativo. Este é o cenário da região compreendida pelas fazendas Salto e Esperança, em Campo Grande, distantes 100 quilômetros da sede do município, e a 50 quilômetros do distrito de Anhanduí. As constantes chuvas do início deste mês, aliadas à falta de cascalhamento nas estradas rurais desta parte da Capital, são apontadas pela população local como as principais causas destes problemas. Na Escola Municipal 8 de Dezembro, um número aproximado de 200 estudantes ficou sem aula por pelo menos cinco dias. Na última sextafeira, dia 19, o estabelecimento de ensino voltou a receber estudantes após perder os dias letivos, porém a quantidade que apareceu para assistir às aulas foi a mínima possível. “Demos aula para pouco menos de 10 pessoas de todas as séries, porque somente uma Kombi chegou aqui com estudantes da região”, disse o professor José Alexandrino Firmo, 59 anos, um dos docentes do ensino fundamental da 8 de Dezembro. “O problema maior tem sido o deslocamento. A coisa está feia por aqui, principalmente na região do Salto (onde há grande número de buracos e lama)”, informou o motorista de ônibus escolar, Antônio Franciscano dos Santos, 54 anos, que também transporta moradores dos assentamentos daquela região para a BR-163. No ônibus conduzido por Antônio, não havia estudantes, apenas quatro moradores do Assentamento Três Corações, outra região à qual o acesso está comprometido. “Não é em todos os lugares que podemos passar”, disse. A estudante do ensino fundamental, Samira Rezende, 6 anos, só teve dois dias de aula em 2010. “Depois do início das aulas vieram as chuvas, o ônibus parou de passar e muitos professores também tiveram dificuldade para chegar à escola”, contou Ronaldo Lima de Rezende, 43, pai de Samira. Adenilson Laurindo, 35, outro morador da região, também está com seus dois filhos sem aula. “Eu moro do outro lado do Salto, e lá o ônibus não está passando”, explica. Em Campo Grande, ao contrário de outros municípios do Estado atingidos pelas chuvas de janeiro, as aulas não foram adiadas em uma semana, e começaram em 8 de fevereiro, como previsto inicialmente.
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