Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

CASO ELIZA

Bruno nega, perante juíza, que sofreu ameaças de advogado

14 OUT 2010Por G109h:20

A audiência para ouvir testemunhas sobre o desaparecimento de Eliza Samudio começou às 9h25 desta quinta-feira (14), no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Logo na abertura, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues solicitou a presença do goleiro Bruno, que respondeu a uma pergunta. A juíza perguntou ao réu se, em algum momento do processo, ele sofreu ameaças. Bruno negou e reafirmou que nunca foi ameaçado pelo advogado que o defende, Ércio Quaresma. O jogador voltou a dizer que Ércio é como um pai para ele e avaliou como muito profissional a conduta do defensor.

A audiência começou sem a presença do réu Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes. Ele chegou a comparecer ao fórum nesta quinta-feira (14), mas foi liberado a pedido do advogado Marco Antônio Siqueira. O defensor alega que o cliente está sendo assediado por outros advogados e pressionado a trocar de representante.

Réus do caso Eliza começam a chegar ao Fórum de Contagem, em MG ‘Quaresma é um pai pra mim’, diz Bruno ao deixar hospital, em Minas Bruno e primo são levados para hospital em Contagem, na Grande BH A primeira a depor como testemunha de acusação é a mulher do caseiro do sítio de Bruno em Esmeraldas, na Grande BH. Em seguida, a previsão é que um policial seja ouvido. Se houver tempo, mais quatro testemunhas comparecem ao fórum, arroladas pela defesa, segundo afirmação da juíza no início da sessão desta quinta (14). Dentre elas estão os delegados Edson Moreira, Wagner Pinto, Alessandra Wilke e Ana Maria dos Santos. Além deles, faltam ser ouvidas mais sete testemunhas de defesa.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), os demais réus - Bruno Fernandes; Dayanne Souza, mulher de Bruno; Fernanda Gomes de Castro, ex-noiva do goleiro; Luiz Henrique Romão, o Macarrão; Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Elenilson Vítor da Silva - estão no fórum, em ambiente reservado. A pedido da testemunha de acusação eles não acompanham o depoimento no plenário.

“Quaresma é um pai pra mim”
O goleiro Bruno inocentou o advogado de defesa dele, Ércio Quaresma, na noite desta quarta-feira (13), quando saía do Hospital Referência Municipal de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “O Quaresma é um pai pra mim. Um pai que eu não tive”, disse o goleiro. O atleta falou, ainda, que Quaresma não faz ameaças a ele e nem à sua família. A denúncia de ameça foi feita pela noiva e por amigos de Bruno ao Fantástico.

Audiências anteriores
Nesta quarta-feira (13), um caseiro do sítio do goleiro, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi o primeiro a responder às questões da juíza. Na sequência, a mulher dele começou a prestar depoimento que foi interrompido.

O Tribunal de Justiça disse, anteriormente, que a juíza iria ouvir quatro delegados da investigação sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, mas, no início da tarde de ontem, Marixa informou que os quatro delegados devem ser ouvidos nesta quinta (14), também no Fórum de Contagem.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, essas audiências estão sendo realizadas para que a juíza Marixa, de Contagem, tome conhecimento de todos os fatos do processo apresentado pelo Ministério Público e decida se os réus serão pronunciados ou não. De acordo com o TJMG, a magistrada pode decidir julgamentos diferentes para os acusados. Dessa forma, se houver uma decisão por um julgamento no Tribunal do Júri, pode ser que nem todos sejam julgados por este tribunal. E os crimes pelos quais os réus são acusados podem sofrer alterações no julgamento. O Tribunal de Justiça explicou que esta fase do processo não tem prazo definido.

Na entrada do fórum de Contagem, o advogado de Bruno, Ércio Quaresma, disse "eu não ameaço, eu faço", em referência à denúncia do Fantástico sobre possíveis ameaças que o defensor estaria fazendo ao goleiro Bruno e a amigos e familiares. A dentista Ingrid Oliveira, noiva do goleiro, disse que defensor orientou Bruno a tentar suicídio na cadeia. “Ele falou que teria sido orientado pelo advogado a cortar os pulsos pra ver se ele conseguiria algum tipo de regalia”, contou.

Leia Também