segunda, 16 de julho de 2018

depoimento

Bruno nega na Justiça que vida de Eliza e do bebê corriam perigo

12 NOV 2010Por AGÊNCIA ESTADO, BELO HORIZONTE01h:45

O goleiro Bruno Fernandes negou em depoimento à Justiça iniciado na manhã de ontem que a ex-amante Eliza Samudio, de 25 anos, tenha sido sequestrada ou obrigada a viajar do Rio de Janeiro para o sítio do atleta em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. E negou que as vidas da jovem e de seu bebê tenham sido postas em risco por ele ou por seus amigos e funcionários em qualquer momento. Este é o primeiro depoimento do jogador desde o início das investigações sobre o desaparecimento de Eliza, em julho.

Mas o goleiro assumiu que um primo dele, um menor já condenado pela morte da jovem, trocou agressões com Eliza após ela xingar Bruno e exigir dinheiro durante uma conversa com o braço direito do atleta, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. De acordo com o depoimento, foi essa briga que teria causado as manchas de sangue de Eliza e do menor encontradas por perícia da Polícia Civil mineira no veículo.

Após as agressões, o goleiro afirma que Eliza, que antes havia pedido R$ 1,5 mil para algumas despesas, subiu o valor para R$ 50 mil. De acordo com Bruno, Macarrão, que era responsável pelo controle dos gastos do goleiro, disse à jovem que não teria como disponibilizar essa quantia. “Conversei com o Macarrão e não tínhamos esse dinheiro. Tínhamos R$ 30 mil, e ela aceitou”, disse

Bruno alegou também que, após o episódio, Macarrão convenceu Eliza a ir para a casa do goleiro no Recreio dos Bandeirantes, na capital fluminense. O atleta afirma que seu braço direito teria ficado com receio de que a mulher procurasse amigas na cidade e elas a convencessem a procurar a imprensa para prejudicar a imagem do ex-amante, como já havia feito anteriormente.

Mas Bruno negou que Eliza tivesse sido obrigada a ir para sua casa, como consta em processo que tramita no Rio de Janeiro. Ele também afirmou à juíza Marixa Fabiane Lopes que, apesar de aceitar o acordo financeiro, a jovem não aceitou que o dinheiro fosse depositado em sua conta porque “não acreditava” no goleiro. E disse que ela quis viajar com o goleiro para Minas Gerais para receber o valor em dinheiro. “Eliza e Bruninho nunca correram perigo”, afirmou, referindo-se ao bebê que seria filho de Eliza com o goleiro.

A disputa pelo reconhecimento da paternidade da criança, segundo a polícia e o Ministério Público mineiros, teria sido o motivo do assassinato de Eliza Samudio. Atualmente, o bebê de 9 meses está sob a guarda da mãe da jovem, Sônia de Fátima Moura – que desde o início da semana acompanha as audiências sobre o caso.

Eliza foi vista pela última vez no início de junho e, apesar de seu corpo nunca ter sido encontrado, o goleiro e outras oito pessoas respondem a processo pelo sequestro, cárcere privado e homicídio da jovem. Segundo as investigações, ela teria sido obrigada a ir para o sítio em Esmeraldas antes de ter sido morta pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, a mando do goleiro.

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