Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

CINEMA

Bruna Surfistinha chega aos cinemas

23 FEV 2011Por estadão13h:00

Elas nunca foram as garotas mais populares do colégio, e, em determinado ponto de suas vidas, tiveram suas imagens relacionadas ao sexo. Agora, as vidas de Deborah Secco e Raquel Pacheco se encontram em Bruna Surfistinha, filme de Marcus Baldini que estreia nesta sexta-feira, 25.
 

De fato, o que une Raquel, a ex-garota de programa que ficou famosa em 2005 ao relatar suas experiência em um blog, e a atriz de tantas novelas globais é o passado escolar de "patinho feio". "Enquanto trabalhava no personagem, muitas coisas eram familiares. Mas agora, com o filme pronto, sempre me lembro da frase que marca a história da Raquel. Nunca fui uma garota popular no colégio", afirma Deborah, após a exibição do filme para jornalistas em São Paulo nesta terça-feira, 22.

Bruna Surfistinha conta a história de Raquel, filha adotiva de uma família de classe média paulistana que saiu de casa para virar garota de programa. A produção narra a trajetória da protagonista dos 17 anos até alcançar a fama. "O filme não tem uma mensagem, mas pode levar as pessoas a não pré julgarem os outros. O que é errado para mim, pode ser o melhor que outra pessoa pode fazer", comenta Deborah.

É livre de preconceitos que a atriz encara a história de sua personagem. As cenas de sexo não a assustaram. "Não tive dificuldade porque cada cena mostra uma parte da história", explica. "Cada cena tem sua pertinência narrativa e vai até o ponto que interessa. Não teve segredo", completa Baldini.

A presença de Raquel na processo de produção se resume a complementos no roteiro e conversas com Deborah, neste caso, depois de todo o processo de construção da personagem. "Não queríamos uma caricatura. O trabalho para a personagem veio com o roteiro e com a vivência de elenco", afirma Déborah. A aprovação, na época de pré-produção, porém, veio pessoalmente. "Tanto ela (Raquel Pacheco) quanto o marido dela viram as semelhanças em trejeitos e frases", comenta.

O filme não é exatamente a cópia fiel da biografia O Doce Veneno do Escorpião. No longa, por exemplo, Raquel tem um irmão responsável pela maioria dos conflitos de família, quando na vida real, filha adotiva de um casa de classe média, ela tem duas irmãs de criação. "Todo filme que adapta uma obra vai ter a visão do diretor, que potencializa alguns fatos e escolhe o olhar para a história. Nunca quisemos fazer uma biografia. É um filme de ficção baseado em uma história real", justifica Baldini.

Para deleite de fãs da ex-garota de programa e agora escritora, Raquel aparece em uma cena de poucos minutos do filme, como gerente de um restaurante. Assim como o blog e o livro, que aguçaram a curiosidade do público, o filme também promete levar muita gente ao cinema. Apesar de ter lutado contra a "exploração comercial" da história, como assinalou Baldini, é impossível evitar que Deborah Secco, no papel de Bruna Surfistinha, seja o próprio retrato da sensualidade, a ponto de ofuscar a tentativa de um aprofundamento dramático da personagem.

O filme estreia em circuito nacional nesta sexta-feira, 25, com 350 cópias. Completam o elenco Drica Moraes, Cássio Gabus Mendes, Fabíula Nascimento, Cristina Lago e Guta Ruiz.

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