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Britânico suspeito de abusar de mais de 600 idosos pega prisão perpétua

25 MAR 2011Por Terra12h:36

Um homem de 53 anos, suspeito de abusar sexualmente de mais de 600 idosos ao longo de 17 anos e considerado um dos mais prolíficos criminosos sexuais da história da Grã-Bretanha, foi sentenciado à prisão perpétua nesta sexta-feira.

Delroy Grant já havia sido condenado nessa quinta-feira pelos 29 crimes de que era acusado, todos cometidos entre 1992 e 2009 no sul da Grã-Bretanha. Ele terá que cumprir pelo menos 27 anos de sua pena antes de ter direito a solicitar liberdade condicional.

No total, o réu recebeu quatro sentenças de prisão perpétua - três por estupro e uma por tentativa de estupro -, mais sete sentenças de oito anos de prisão por abuso sexual e 18 sentenças de seis anos de prisão por tentativas de arrombamento para realizar roubos.

Suas vítimas eram em sua maioria mulheres idosas, muitas delas cegas ou surdas e com problemas de saúde como mal de Alzheimer ou de Parkinson.

O juiz do caso, Peter Rook, afirmou que os crimes de Grant são "da mais alta gravidade" e que sua pena deve ser "de fato muito longa".

Máscaras

O "Espreitador Noturno", como Grant havia sido apelidado pela imprensa britânica, cometeu seus crimes em áreas no sul de Londres e nos condados de Kent e Surrey.

Investigadores já ligaram Grant a incidentes envolvendo 203 vítimas que sobreviveram aos ataques, mas temem que o número total possa chegar a mais de 600.

Eles creem que muitas das vítimas podem ter morrido sem relatar o que sofreram.

"Oficialmente estamos verificando 203 crimes, mas minha suposição é de que podemos provavelmente dobrar ou triplicar esse número", disse o detetive Colin Sutton, da polícia metropolitana de Londres (Scotland Yard).

Segundo a promotoria, ele dirigia seus ataques contra pessoas idosas em suas casas durante à noite, usando máscaras, em ataques que muitas vezes duravam horas.

Suas vítimas eram submetidas a abusos sexuais "degradantes e humilhantes" em troca de uma gratificação descrita no tribunal como "impossível de entender".

Sêmen

Em seu julgamento, Grant negou ter cometido todos os crimes dos quais era acusado.

Ele afirmou ao tribunal que sua ex-mulher teria guardado seu sêmen em 1977 e esperado 15 anos para responsabilizá-lo pelos crimes, com a ajuda de um cúmplice.

Suas explicações foram descritas pela acusação como "quase risíveis".

Grant foi preso em novembro de 2009, durante uma grande operação de vigilância que o pegou durante a fuga após um ataque no sul de Londres.

Ele vinha sendo procurado desde 1998, quando uma investigação o relacionou a dois casos de estupro.

A perseguição custou dezenas de milhões de libras e envolveu centenas de policiais.

A polícia diz que Grant foi responsável por alguns dos crimes "mais horríveis e perturbadores" da história do órgão e pediu desculpas por ter perdido oportunidades de interromper a onda de crimes cometidos por ele.

A Scotland Yard perdeu a chance de prendê-lo em 1999, quando ele foi erroneamente descartado como suspeito quando o DNA de outro suspeito com nome semelhante foi confundido com o dele.

Um policial também esteve na casa de Grant, mas depois de saber que ele não estava, nunca voltou para interrogá-lo.


 

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