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BANCADA DA DISCÓRDIA

Briga por liderança do PDT pode acabar em punição

5 FEV 10 - 01h:31MARCO EUSÉBIO
A briga entre os vereadores Paulo Pedra e Loester Nunes pela liderança do PDT na Câmara de Campo Grande pode ser levada ao Conselho de Ética da sigla e acabar em punição. Presidente do diretório municipal da sigla, Pedra informou ontem que entregará à Mesa Diretora do Legislativo na próxima sessão, na terça-feira (9), ofício da Executiva do PDT informando que ele é o novo líder em substituição a Loester. E disse que, se este insistir em discordar da decisão, o impasse será resolvido pelo próprio partido. “Se ele teimar em continuar na liderança, será chamado ao Conselho de Ética para dizer se vai ou não acompanhar a decisão do partido”, declarou Pedra. Se continuar contrário à decisão partidária, “cabe advertência e até expulsão”, acrescentou. O presidente da Câmara, Paulo Siufi (PMDB), disse ontem que enquanto não for provocado não se pronuncia sobre o caso, já que liderança é uma decisão dos próprios vereadores de cada partido. “Não sou eu que quero ser o líder, é o partido”, diz Pedra, acrescentando que a decisão foi tomada por toda a Executiva. A exceção foi Loester, que, convidado, não compareceu à reunião. “O líder tem de estar afinado com o partido e representar o PDT na Câmara. E o Loester é voz dissonante no PDT”, acusa. “Toda sua assessoria, inclusive, se desligou do PDT e se filou no PSDB”, acrescenta. “Ter alguém no partido trabalhando contra é complicado. Aí não dá”, reclama Paulo Pedra. Sem consenso, Loester Nunes continua na liderança do PDT. “Sou o líder e vou continuar sendo”, afirmou na primeira sessão do ano, na terça-feira. Questionado sobre o ofício da Executiva, declarou que sem sua assinatura o documento não tem validade. “Não fui à reunião do diretório porque este é um assunto da Câmara, para se resolver aqui”, afirmou. “Ele já é presidente do PDT Municipal, porque quer ser líder na Câmara?”, questionou. “Sou um histórico do PDT, não um neófito que chegou ontem. Não reconheço o atual diretório”, afirmou Loester, que é ligado ao grupo do deputado estadual Ary Rigo, que trocou a sigla pelo PSDB depois de perder o comando estadual do partido para o grupo do deputado federal Dagoberto Nogueira, por meio de intervenção da Executiva Nacional. Pela disposição de Loester, a briga deve continuar. “Não vou sair do partido. Vou ser uma pedra no sapato dessa gente”, prometeu.
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