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ECONOMIA

Brasileiros vão bater recorde de gastos no Natal de 2010

Brasileiros vão bater recorde de gastos no Natal de 2010
15/08/2010 06:51 -


Márcia De Chiara (AE)

Os brasileiros devem gastar R$ 98 bilhões neste Natal. É a maior cifra registrada em dezembro e R$ 5,2 bilhões a mais do que foi desembolsado em 2009, segundo projeções da consultoria MB Associados. Para atender o aumento de vendas, indústrias que usam insumos importados e redes varejistas que também se abastecem no exterior ampliaram em até 60% as encomendas desses itens em relação a 2009.
Aumento da renda, do emprego formal e do crédito sustentam o otimismo da indústria e do comércio em relação ao consumo de fim de ano. “Como a política monetária não será tão contracionista, teremos crescimento importante do varejo no fim do ano”, afirma Sergio Vale, economista chefe da MB Associados.
Ele fez os cálculos a pedido do Estado e considerou o crescimento real das vendas do varejo ampliado, que inclui, além de roupas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, veículos, motos, partes e peças e materiais de construção. O crescimento é real e desconta a inflação projetada para o período.
Vale pondera que, como o Natal de 2009 foi muito bom e, portanto, a base de comparação é forte, a taxa de crescimento projetada para dezembro deste ano é menor (5,5%) que a registrada no ano passado (14%). Em 2009, o quadro era exatamente o oposto porque dezembro de 2008 foi o Natal da crise e base de comparação era muito fraca.
Segundo o economista, apesar do crescimento moderado de curto prazo da atividade em razão da política monetária, a perspectiva positiva de longo prazo deve estimular as compras do consumidor que está com menos receio de perder o emprego e, portanto, mais propenso a comprar a prazo.

Pedidos
Os pedidos das redes varejistas para o Natal começam a chegar aos fabricantes nacionais só a partir do mês que vem. Mas, por questões de logística e prazos, a indústria e o comércio já fecharam as compras de matérias-primas e itens importados.
Os clientes da Sertrading, uma das grandes empresas de comércio exterior, ampliaram, por exemplo, entre 60% e 70% as compras de bens de consumo e matérias-primas importadas para o período setembro a dezembro em relação ao último quadrimestre de 2009. No Natal de 2009, as importações desses itens tinham crescido entre 20% e 25%. “O aumento do consumo e da renda sustentam essa ampliação”, afirma o presidente da companhia, Alfredo de Goeye.
A Comexport, maior importadora de produtos têxteis, é outra trading que confirma a expectativa do comércio e da indústria de crescimento robusto para o Natal. Entre tecidos e confecções, as importações para este fim de ano cresceram 20% em volume. Basílio Jafet, diretor da companhia, acrescenta outro indicador que ratifica o cenário favorável da atividade. “As compras de matérias-primas petroquímicas usadas em embalagens plásticas são 20% maiores em volume na comparação com 2009”, diz o executivo. Ele ressalta que esse é um bom indicador antecedente do movimento do varejo.
Diante do mercado interno aquecido, o vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, ampliou em 10% as projeções de importações para o ano, de US$ 158,5 bilhões para US$ 174,5 bilhões. Só para o terceiro trimestre, que é o pico das encomendas do Natal, ele projeta que as compras externas vão somar US$ 50 bilhões, cifra 45% maior em relação a igual período de 2009.
“A taxa de câmbio está estimulando as importações”, afirma Castro. Na sexta-feita, o dólar valia R$ 1,772, com queda 3,28% em relação a um ano atrás (R$1,832). Ele observa que, entre as categorias de produtos, excluindo combustíveis e lubrificantes, as importações de bens de consumo neste ano vão registrar a maior taxa de crescimento em relação ao ano anterior: 39,8%. No primeiro semestre, usando os mesmo critérios de comparação, houve uma ampliação 49,4% nas compras externas de bens de consumo, com aumento de 28,8% nos bens não duráveis e de 69,5% nos bens duráveis, puxados pelo acréscimo de 72,3% nas importações de automóveis.

Felpuda


As pré-candidaturas bizarras estão se espalhando nas redes sociais, nos perfis de quem acredita que esse tipo de “campanha eleitoral” poderá resultar em votos e até levar à conquista de uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande. Se antes isso era visto apenas no horário eleitoral na TV, agora está se espalhado como erva daninha nas redes. Como diria vovó: “Esse povo ainda se acha!” Afe!