terça, 17 de julho de 2018

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Brasileiros investem US$ 5 bi no país vizinho

16 NOV 2010Por estadão01h:09

Os investimentos das 160 empresas brasileiras instaladas na Argentina chegarão à faixa de US$ 5 bilhões nos próximos dois anos. Desses, US$ 4,1 bilhões correspondem a investimentos que a Vale do Rio Doce realizará no país. O anúncio foi feito ontem pelo embaixador brasileiro Enio Cordeiro e a ministra da Indústria da Argentina, Debora Giorgi, durante a Nona Jornada Jurídico Empresarial Brasil-Argentina, realizada na Embaixada do Brasil. Segundo Cordeiro, o total dos investimentos do Brasil na Argentina alcançam atualmente mais de US$ 11 bilhões.

"Não é um caminho de uma única via. Ao contrário, é de mão dupla", disse o diplomata, ao destacar que os investimentos de empresas argentinas no Brasil foram de US$ 4 bilhões ao longo dos últimos oito anos. "As empresas argentinas investiram no Brasil em setores tão diversos como a indústria eólica, agropecuária e siderúrgica, entre outros".

A ministra Debora Giorgi, autora de diversas medidas protecionistas que barraram a entrada de produtos "made in Brazil" nos últimos dois anos, exaltou a integração comercial. Giorgi deixou de lado temporariamente os alertas sobre a denominada "assimetria" entre ambas economias para declarar-se entusiasmada com a promessa de aumento do comércio bilateral, já que ambas economias "cresceriam ao redor de 7% no ano que vem".

O ex-secretário de Indústria Dante Sica, diretor da consultoria Abeceb, afirmou que, das 160 empresas brasileiras instaladas na Argentina, 107 anunciaram investimentos entre 2002 e 2010 pelo valor de US$ 11,765 bilhões.

Segundo Sica, a província de Buenos Aires, a maior do país, concentra 34% dos investimentos brasileiros. Outros 8% estão na província de Córdoba. Neuquén recebeu 8% dos investimentos provenientes do Brasil.

O secretário da Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, ressaltou que "o Brasil transformou-se no primeiro investidor estrangeiro na Argentina". Cordeiro afirmou que a integração comercial argentino-brasileira vai de vento em popa.

Sustentou que, antes do início do Mercosul, em 1994, o intercâmbio comercial entre os dois países era de US$ 3 bilhões. "Em 2008, chegou a US$ 32 bilhões. E neste ano estaria entre os US$ 30 bilhões e os US$ 33 bilhões."

Segundo o diplomata, só entre janeiro e setembro deste ano o total de intercâmbio bilateral equivale ao volume registrado em todo 2009.

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