Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

CRISE ALIMENTAR

Brasil pode ser solução rápida para ajudar

15 FEV 2011Por FOLHA DE SÃO PAULO 00h:01

Nos últimos meses, ganhou enorme repercussão mundial a volta da crise alimentar, devido aos preços recordes das commodities agrícolas, que aumentaram 40% em um ano. Os efeitos são o aumento da fome, a inflação em muitos países, os problemas de segurança e a queda de governos.

A outra crise alimentar recente, de 2008, estava lastreada em nove fatores estruturais, conforme avaliei na ocasião. Alguns deles com origem na área social, como o crescimento da população mundial, o aumento e a distribuição da renda e a urbanização. Outros estão ligados ao mercado de combustíveis, como o uso de grãos e de terras para a produção de biocombustíveis e o próprio preço do petróleo.

Aliado a isso, houve queda na produção agrícola, especulação dos fundos nos mercados financeiros, programas governamentais de assistência e a desvalorização do dólar.

Recentes e preocupantes declarações públicas do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que, em carta à presidente Dilma Rousseff propôs que o G20 atue no mercado de commodities, sugerem mais intervenção -não bastasse o protecionismo e todo o rol de dificuldades diárias impostas aos países produtores. São medidas que vão na direção contrária do que deve ser feito.

A janela que se abriu na mídia mundial não pode ser desperdiçada. A presidente Dilma deve mostrar que o Brasil pode ser a solução mais rápida para ajudar na crise alimentar.

O país oferece de 60 milhões a 100 milhões de hectares para serem convertidos em plantações -fora o ganho de produtividade nas terras atuais.

Mas, para o Brasil ganhar ainda mais espaço como fornecedor global de alimentos, é preciso remover travas tributárias, trabalhistas, tecnológicas, ambientais, financeiras, jurídicas e logísticas apontadas há tempos.

A necessidade de uma oferta maior de alimentos no mundo pode ser uma grande oportunidade para o Brasil.

Se as exportações do agronegócio atingirem US$ 200 bilhões até 2020, será possível gerar empregos, renda, impostos, o desenvolvimento do interior do país e o crescimento sustentável. Além disso, o Brasil também conquistará respeito.

Afinal, será o maior fornecedor de alimentos do mundo.

 

 

 

 

 

 

Brasil pode ser solução rápida para ajudar na crise alimentar

Nos últimos meses, ganhou enorme repercussão mundial a volta da crise alimentar, devido aos preços recordes das commodities agrícolas, que aumentaram 40% em um ano. Os efeitos são o aumento da fome, a inflação em muitos países, os problemas de segurança e a queda de governos.

A outra crise alimentar recente, de 2008, estava lastreada em nove fatores estruturais, conforme avaliei na ocasião. Alguns deles com origem na área social, como o crescimento da população mundial, o aumento e a distribuição da renda e a urbanização. Outros estão ligados ao mercado de combustíveis, como o uso de grãos e de terras para a produção de biocombustíveis e o próprio preço do petróleo.

Aliado a isso, houve queda na produção agrícola, especulação dos fundos nos mercados financeiros, programas governamentais de assistência e a desvalorização do dólar.

Recentes e preocupantes declarações públicas do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que, em carta à presidente Dilma Rousseff propôs que o G20 atue no mercado de commodities, sugerem mais intervenção -não bastasse o protecionismo e todo o rol de dificuldades diárias impostas aos países produtores. São medidas que vão na direção contrária do que deve ser feito.

A janela que se abriu na mídia mundial não pode ser desperdiçada. A presidente Dilma deve mostrar que o Brasil pode ser a solução mais rápida para ajudar na crise alimentar.

O país oferece de 60 milhões a 100 milhões de hectares para serem convertidos em plantações -fora o ganho de produtividade nas terras atuais.

Mas, para o Brasil ganhar ainda mais espaço como fornecedor global de alimentos, é preciso remover travas tributárias, trabalhistas, tecnológicas, ambientais, financeiras, jurídicas e logísticas apontadas há tempos.

A necessidade de uma oferta maior de alimentos no mundo pode ser uma grande oportunidade para o Brasil.

Se as exportações do agronegócio atingirem US$ 200 bilhões até 2020, será possível gerar empregos, renda, impostos, o desenvolvimento do interior do país e o crescimento sustentável. Além disso, o Brasil também conquistará respeito.

Afinal, será o maior fornecedor de alimentos do mundo.

(Jornal Folha de S. Paulo, Mercado/SP – 12/02/2011)

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Brasil pode ser solução rápida para ajudar na crise alimentar

Nos últimos meses, ganhou enorme repercussão mundial a volta da crise alimentar, devido aos preços recordes das commodities agrícolas, que aumentaram 40% em um ano. Os efeitos são o aumento da fome, a inflação em muitos países, os problemas de segurança e a queda de governos.

A outra crise alimentar recente, de 2008, estava lastreada em nove fatores estruturais, conforme avaliei na ocasião. Alguns deles com origem na área social, como o crescimento da população mundial, o aumento e a distribuição da renda e a urbanização. Outros estão ligados ao mercado de combustíveis, como o uso de grãos e de terras para a produção de biocombustíveis e o próprio preço do petróleo.

Aliado a isso, houve queda na produção agrícola, especulação dos fundos nos mercados financeiros, programas governamentais de assistência e a desvalorização do dólar.

Recentes e preocupantes declarações públicas do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que, em carta à presidente Dilma Rousseff propôs que o G20 atue no mercado de commodities, sugerem mais intervenção -não bastasse o protecionismo e todo o rol de dificuldades diárias impostas aos países produtores. São medidas que vão na direção contrária do que deve ser feito.

A janela que se abriu na mídia mundial não pode ser desperdiçada. A presidente Dilma deve mostrar que o Brasil pode ser a solução mais rápida para ajudar na crise alimentar.

O país oferece de 60 milhões a 100 milhões de hectares para serem convertidos em plantações -fora o ganho de produtividade nas terras atuais.

Mas, para o Brasil ganhar ainda mais espaço como fornecedor global de alimentos, é preciso remover travas tributárias, trabalhistas, tecnológicas, ambientais, financeiras, jurídicas e logísticas apontadas há tempos.

A necessidade de uma oferta maior de alimentos no mundo pode ser uma grande oportunidade para o Brasil.

Se as exportações do agronegócio atingirem US$ 200 bilhões até 2020, será possível gerar empregos, renda, impostos, o desenvolvimento do interior do país e o crescimento sustentável. Além disso, o Brasil também conquistará respeito.

Afinal, será o maior fornecedor de alimentos do mundo.

(Jornal Folha de S. Paulo, Mercado/SP – 12/02/2011)

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