domingo, 15 de julho de 2018

Brasil está longe de fabricar tablet

16 JAN 2011Por Lu Aiko Otta (AE)00h:00

Um longo caminho terá de ser percorrido até que a indústria nacional tenha condições de produzir tablets para serem vendidos a preços populares, como quer a presidente Dilma Rousseff (PT). Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que servirão de base para a elaboração de uma vertente da política industrial para o setor de informática e telecomunicações mostram que as empresas brasileiras, atrasadas e com pouca retaguarda em pesquisa tecnológica, terão de entrar num mercado no qual concorrerão com empresas globais como Alcatel-Lucent e Nokia.

Na média, as empresas líderes de mercado faturam R$ 2 bilhões ao ano. Em comparação, as líderes nacionais faturam em média R$ 20 milhões cada. Enquanto o Brasil investe 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em tecnologia de informação e telecomunicação, os norte-americanos aplicam 0,65% do PIB e os europeus, 0,31% do PIB.

"Se a gente não começar a produzir, não vai produzir nunca", diz a pesquisadora do Ipea Fernanda De Negri, reconhecendo que a indústria nacional está em desvantagem. Ela considera que, apesar do tamanho do desafio, vale a pena enfrentá-lo porque esse setor concentra nada menos do que 35% de tudo o que o mundo investe em pesquisa e desenvolvimento. O Brasil não pode ficar de fora se quiser ter uma economia moderna.

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