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férias escolares

Bombeiros orientam sobre cuidados ao soltar pipas

Bombeiros orientam sobre cuidados ao soltar pipas

Diário Corumbaense

18/07/2014 - 17h44
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Férias escolares levam crianças paras as ruas da cidade para brincar. Muitas deixam de lado o mundo digital por outras brincadeiras, como jogar bola e, a preferida: soltar pipas. Quem não tem quintal ou espaço em casa, acaba indo brincar na rua ou em áreas abertas. Mas é preciso atenção para evitar acidentes.

“Nesse período de lazer, as crianças e adolescentes, principalmente, soltam pipa e podem sofrer algum tipo de acidente. Por exemplo, a criança pode correr tentando pegar uma pipa e ser atropelada por um veículo ou até mesmo o risco com a rede elétrica, pois muitos tentam retirar a pipa que fica enroscada nos fios e nisso pode tomar um choque elétrico”, explicou ao Diário Corumbaense o tenente-coronel José Eduardo Cabral, comandante do 3° Grupamento de Bombeiros recomendando atenção aos condutores de veículos.

Outro risco bastante comum para motociclistas e ciclistas, é o fio cortante das pipas por causa do uso do cerol, uma mistura de cola e pó de vidro. “O cerol serve para fazer ‘guerra’, cortando outra pipa. Aqui no Estado existe a lei nº 3436 de 19 de novembro de 2007 que não permite o uso desse tipo de material e os pais são responsáveis por qualquer acidente que possa ocorrer em via pública. Ao soltar a pipa, a linha fica esticada e quando passa um motoqueiro ou ciclista, ela pega no pescoço e corta na região da jugular, causando um acidente grave. A pessoa pode até morrer”, reforçou o tenente-coronel. 

Em Corumbá, no ano de 2013 um acidente aconteceu envolvendo esse tipo de material, mas não houve vítima fatal. Este ano, os bombeiros ainda não registraram nenhum caso. Aos motociclistas se recomenda que utilizem uma antena no veículo, que possui um gancho na ponta que corta a linha, prevenindo os acidentes.

“Pedimos para que não usem o cerol, porque ele torna-se uma arma perigosa nas linhas, corta principalmente o pescoço, por onde passam as principais artérias, podendo provocar uma grande hemorragia e a pessoa pode morrer”, ratificou o comandante dos Bombeiros.

O cerol

O cerol tradicional é uma mistura de pó de vidro (normalmente de bulbos de lâmpadas) com cola, porém existem também varias modificações do cerol. Uma delas é substituir o vidro por pó de ferro, que é facilmente adquirido em serralherias. Por causa da presença do ferro, as linhas impregnadas com esta variante de cerol conduzem a eletricidade bastando um único contato da linha com os fios de alta tensão para que a pessoa seja eletrocutada. Mesmo sendo perigosa, a mistura com pó de ferro ainda é utilizada, porém em menor quantidade de que a mistura feita com vidro.

Com a adoção de algumas medidas de segurança é possível se divertir sem colocar vidas em risco. Confira:

• Não use linhas com fio de cobre ou cerol, pois só as de algodão são seguras.

• Preste atenção a motocicletas e bicicletas, pois a linha, mesmo sem cerol, é perigosa para os condutores;

• Não solte pipas perto de fios ou antenas para evitar choques elétricos;

• Não solte pipas em dias de chuva ou relâmpagos;

• Não retire pipas presas em fios de transmissão de eletricidade ou árvores, nem faça pipas com papel laminado, pois o risco de choque e acidente é grande;

• Procure locais abertos como, parques, praças ou campos de futebol;

• Não solte pipa em lajes ou telhados, para evitar quedas;

• Olhe bem onde pisa, especialmente quando andar para trás, para não cair;

• Caso a linha quebre, não corra atrás da pipa sem observar se o caminho é seguro, como atravessar ruas e passar por buracos, para evitar acidentes;

• Use luvas ao soltar pipa, para não machucar as mãos.

• Tente soltar pipa sem rabiola, como as arraias. Na maioria dos casos, ela prende no fio por causa da rabiola.

• A diversão faz bem à saúde, mas divirta-se com segurança. 

VIOLÊNCIA INFANTIL

Mãe e padrasto são suspeitos de maus-tratos e estupro contra filho de 1 ano e 8 meses

Criança teve parada cardiorrespiratória e apresentou diversos hematomas desde a cabeça até a região dos olhos

29/04/2026 12h35

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente)

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente) FOTO: Divulgação PCMS

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Na última terça-feira (28), a Delegacia de Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) autuou um casal de um homem e uma mulher, pelo crime de maus-tratos e estupro de vulnerável. Os suspeitos seriam mãe e padrasto da vítima de 1 ano e 8 meses.

Conforme as informações, a criança teve uma parada cardiorespiratória e durante o atendimento foram notados indícios das violências, que desencadearam a investigação.

De acordo com a apuração policial, a mulher de 31 anos deixou o filho sob os cuidados do parceiro, de 31 anos, por volta das 06h40min. O homem então teria notado que a criança estava com sintomas de uma parada cardiorespiratória e acionou socorro.

Por volta das 07h, o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) recebeu o chamado da ocorrência e foi até a residência, na Vila Santa Luzia, em Campo Grande. A equipe então iniciou o atendimento com manobras de reanimação pulmonar, que continuou com a equipe do SAMU, que enfim conseguiram reanimar a criança.

O atendimento então seguiu para a Santa Casa, com o menino em estado grave, onde está internado. Em seguida, a equipe do atendimento constatou diversos hematomas no corpo da criança, além de indícios de possível violência sexual, acionando a Polícia Civil.

A vítima foi então submetida a exame clínico que confirmou hematomas na região da cabeça que iam até a região ocular.

Na casa do casal foram identificados possíveis vestígios de sangue na coberta e na cama da mãe e padrastro, que foram encaminhados à perícia.

O homem então foi autuado em flagrante pelo crime de maus tratos majorado, ou seja, agravado devido a vítima ser menor de 14 anos, previsto na Lei 2.848, parágrafo terceiro do artigo 136, do Código Penal, e pelo crime de estupro estupro de vulnerável, com aumento de pena, pelo parentesco com a criança, também previsto no Código Penal, no artigo 226, inciso II.

A mãe do menino também foi autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos majorado e ambos aguardam a audiência de custódia.

O caso segue em investigação, e foi a Justiça representou prisão preventiva devido à gravidade dos fatos.

Violência Sexual Infatil

Ontem (28), a Polícia Federal deflagrou uma operação com 159 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva, em todo o território brasileiro, com foco na identificação e na captura de autores de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

Conforme apuração do Correio do Estado, em Mato Grosso do Sul foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Corumbá, dois em Naviraí, um em Anastácio e um em Ribas do Rio Pardo. 

Em Campo Grande, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos bairros Santa Luzia, Aero Rancho e Centenário. Além disso, duas pessoas foram presas em flagrante por armazenamento de material de abuso sexual infantil, além da apreensão de aparelhos celulares e computadores.

O caso do menino desta terça-feira não foi o primeiro da Capital e relembra o cenário infeliz de violência sexual infantil que Mato Grosso do Sul enfrenta.

A DEPCA disponibiliza canais de denúncias à população e reforça que diante de quaisquer indícios de maus-tratos ou abuso sexual contra crianças, deve ser imediatamente realizada a denúncia pelos seguintes canais:

  • Disque 100 (Disque Direitos Humanos);
  • 190 (Polícia Militar);
  • DEPCA (67) 3323-2500.

INTERIOR

Polícia quebra mais uma quadrilha especializada em furto de caminhonete

Crimes concentravam-se em diversos municípios região sul do Estado e casal responsável pelo suporte operacional é preso em flagrante

29/04/2026 12h02

Casal preso é suspeito pela participação justamente nesse suporte operacional oferecido enquanto os demais envolvidos, já identificados, furtavam as caminhonetes alvo da quadrilha. 

Casal preso é suspeito pela participação justamente nesse suporte operacional oferecido enquanto os demais envolvidos, já identificados, furtavam as caminhonetes alvo da quadrilha.  Reprodução/SIG-Dourados

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Através do trabalho do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados, em conjunto com as delegacias de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e regionais do interior do Estado, uma quadrilha especializada no furto de caminhonetes em Mato Grosso do Sul teve um de seus “braços” desarticulado nesta semana com a prisão de um casal responsável pelo suporte operacional da quadrilha preso em flagrante. 

Imagens divulgadas pelo SIG de Dourados mostram a ação da quadrilha, flagrada por câmeras de circuito de monitoramento, por volta de 20h25 no último domingo (26), e os veículos usados pela quadrilha para furtar caminhonetes no interior do Mato Grosso do Sul. 

“Os crimes, que vinham sendo registrados em diferentes municípios da região sul, geraram preocupação entre produtores rurais e a população. As investigações apontaram que os veículos mais visados eram caminhonetes de um modelo específico amplamente utilizado no campo, cuja vulnerabilidade técnica vinha sendo explorada por grupos criminosos”, cita a PCMS em nota. 

Fruto dessa apuração conjunta, o trabalho de inteligência e investigação policial com grande empenho tecnológico, segundo a corporação, pôde identificar o veículo supostamente usado em apoio aos furtos das caminhonetes. 

Na segunda-feira (27) foi feita abordagem à um homem em um desses veículos de passeio na saída de um dos imóveis investigados em Dourados, preso junto de uma mulher localizada em diligências simultâneas no mesmo local. 

Foram apreendidos diversos objetos que segundo a Polícia Civil estão ligados à investigação, o que inclui itens que ainda devem passar por perícia e podem contribuir para o avanço das apurações além da identificação dos demais envolvidos.

Quadrilhas especializadas

Investigados por uma ação estruturada, que incluía a divisão de tarefas entre os integrantes da organização criminosa, o grupo era organizado entre os executores dos furtos e aqueles que ficaram na coordenação dos atos criminosos e os voltados para apoio logístico. 

Como bem esclarece a Polícia Civil, o casal preso é suspeito pela participação justamente nesse suporte operacional oferecido enquanto os demais envolvidos, já identificados, furtavam as caminhonetes alvo da quadrilha. 

Também cabe lembrar que esses furtos de caminhonetes são uma prática comum entre os criminosos, como a quadrilha especializada em furto de Hilux desarticulada em fevereiro deste ano na Capital. Esses veículos costumam ainda ser objetos de clonagem e adulteração das características originais para inclusive serem empregados a serviço do tráfico de drogas. 

Nesse caso também a ação dos criminosos foi captada em vídeo, graças às imagens registradas por câmeras de circuito de monitoramento. O grupo de Campo Grande passou a ser procurado após o registro de três furtos em um intervalo de cinco dias na Capital, todos na região urbana da Cidade Morena. 

 

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