Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

Bolsonaro bate boca com senadora por causa da lei anti-homofobia

13 MAI 2011Por r703h:30

Com os ânimos exaltados após o adiamento da votação de uma lei anti-homofobia, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) e o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) chegaram a bater boca, à beira de um confronto físico, num dos corredores do Senado, nesta quinta-feira (11).

A discussão começou quando a relatora da proposta, Marta Suplicy (PT-SP), dava entrevista à imprensa; atrás dela, Bolsonaro exibia para as câmeras um panfleto contra um plano de promoção da cidadania e dos direitos humanos da comunidade LGBT.

Nervosa e aos gritos, Marinor começou a bater no panfleto, enquanto Marta saía de cena.

- Tira isso daqui! Me respeita! Vai me bater?! Depois dizem que não há homofóbico aqui. Homofóbico! Saia daqui! Tu devia ir a cadeia! Criminoso!

Bolsonaro respondia com provocações, dizendo “vai me bater, vai me bater?”. A senadora, ainda nervosa, disse que o deputado estava usando dinheiro público para bancar o panfleto, que, segundo ela, promove a homofobia.

No impresso, o deputado lista uma série de ações promovidas pela Secretaria de Direitos Humanos em favor da comunidade LGBT. Na capa, estampa a frase: “Querem, na escola, transformar seu filho de 6 a 8 anos em homossexual!”. É uma referência a um kit anti-homofobia a ser distribuído em escolas pelo Ministério da Educação.

Bolsonaro disse que pagou pela impressão dos panfletos, mas que já consultou a Câmara para ser ressarcido com verba indenizatória.

- Se a Câmara responder à minha consulta favorável [sic], peço e faço mais 500 mil, para defender a família, as pessoas de bem, para defender quem tem vergonha na cara e não é promíscuo!

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